27 dezembro 2007

A vida é feita de pequenos momentos de alegrias, tristezas, sucessos, derrotas, vitórias e perdas... somos dos poucos seres vivos capazes de compreender essas pequenas nuances... no entanto é deveras estranho não ser a atitude normal... por isso "don't worry...be happy!"



"Nascida em 1953 na província de Sindh, no seio de uma família abastada, Benazir é educada em Harvard e em Oxford, no Reino Unido, onde estuda Ciências Políticas e Filosofia.

Inicialmente relutante em iniciar-se na política, ganha credibilidade com o apelido Bhutto.

A família Bhutto é uma das dinastias políticas mais conhecidas do Mundo, tal quanto a Nehru-Gandhi, na Índia. Em 1973, o país é convertido em República Federal e Zulfikar Alí Bhutto, pai de Benazir, é nomeado primeiro-ministro – o primeiro do país.

É um dos poucos líderes que, desde a independência em 1947, gere os destinos da nação sem o cunho do poder militar. É, porém, destituído quatro anos depois pelo general Mohammad Zía ul-Haq, que islamiza o país e impõe fortes medias repressoras.

Em 1979, Zulfikar Alí Bhutto é executado. Toda a família é detida. Benazir passa os cinco anos seguintes numa cela solitária, no deserto.

A mais velha de quatro irmãos, Benazir reunira em si as expectativas paternas de seguir uma carreira política.

Ainda detida, em 1984 uma infecção no ouvido vale-lhe a autorização para deslocar-se a Londres. Aí se exila e inicia a luta anti-general Zía até 86, quando regressa ao Paquistão. O país recebe-a de “braços abertos”, aclamando-a e tornando-a no símbolo da luta “anti-Zía”. Zía Ul-Haq morre em 1988, na explosão do avião em que seguia, permitindo ao Paquistão o regresso à democracia.

É então que entra em cena Benazir, já líder do Partido do Povo do Paquistão (PPP), fundado pelo pai: nomeada primeira-ministra, é a primeira mulher da História a tornar-se governante de uma nação islâmica. Casada com Asif Ali Zardari – homem de família humilde escolhido pela mãe de Benazir para seu noivo – é acusada de abuso de poder e de corrupção. Em 1990 é destituída, seguindo-lhe Nawaz Sharif no cargo. As mesmas acusações destituem-no, porém, em 1993, Benazir regressa ao poder, agora sob acusações de arrogância e de despotismo. Acumula os cargos de primeira-ministra e ministra das Finanças.

Em 1996 volta a ser destituída por alegações de corrupção e em 1999 é condenada a cinco anos de prisão. Desde então, Benazir vive fora do país, exilada no Dubai, sempre com a sombra das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Sharif volta ao poder com a vitória eleitoral da Liga Muçulmana do Paquistão.

É derrocado com um golpe de Estado pelo chefe do Exército, o general Pervez Musharraf, que se autoproclama Presidente em 2001. No ano seguinte, um referendo – qualificado de farsa pela oposição – legitima-o no cargo.

Exilada, Benazir visita regularmente as capitais ocidentais, para encontros com governantes e conferências em universidades. A 18 de Outubro, chega a Karachi com promessas de devolver ao país a democracia, apostada num acordo de partilha de poder com o Presidente. Muitos falam, porém, numa trama para ganhar imunidade nos tribunais, em troca de apoio político a Musharraf."
in: Sic online - Catarina van der Kellen

Não sei bem se será benéfico para o Paquistão e na realidade para todos nós no mundo mais uma morte originada por motivos mais ou menos obscuros... o tempo o dirá, mas entretanto deixa-me o coração pesado ver o quão frágil é o poder se não estiver assente em bases fortes e sólidas!

25 dezembro 2007



É o que eu costumo dizer...a estratégia é tudo!!! LOL

Bom Natal e todos...

21 dezembro 2007

Ansiedade pré natalícia II


Esta época tem sempre uma dualidade de sentimentos inerentes. Porquê??? Bem... não sei explicar, mas acho que todos se sentem assim (ou quase todos), por um lado aquela euforia que prometemos a nós mesmos que não nos contagia, mas todos os anos caímos na regra de um consumismo desenfreado (ouvi hoje que os portugueses estão a gastar uma média de 1 milhão de €€€ por minuto), das duas uma: ou andamos a "aldrabar" o resto do ano ou então gastamos mais do que temos realmente... que me parece ser efectivamente o caso.

Continuando... a dualidade de sentimentos, por um lado sinto-me "contagiada" por este espírito natalício fingido mas por outro lembro com mais intensidade coisas e pessoas que perdi e a nostagia invade-me como um "tsunami emocional", quero fazer um sorriso, mas sai-me sempre amarelo e pálido, como se nada me desse alegria... que raio (digo para mim mesma), afinal tenho casa, saúde, poucos mas bons amigos... porque estou assim???

A resposta é... faz-me falta a minha familía, o "colo" de quem me queria mais do que a tudo na vida...e para meu desgosto quanto mais tempo passa, mais essas saudades aumentam... o tempo passa é verdade, a dor da perda de certa forma torna-se suportável (já é constante todos os dias, não se notam diferenças evidentes por ser Natal), apenas me lembro daquele "calor" caseiro, dos doces, de montar a árvore, das caças ao tesouro (prendas...inevitavelmente descobertas antes de tempo)...enfim as coisas normais de Natal.


A constatação de que não vou ter uma família minha doí-me mais porque sinto que a alegria que eu tinha a montes se reduz de ano para ano cada vez mais... já os doces não me sabem a nada, apenas contabilizo as calorias que não são consumidas (haja algo positivo), os presentes parecem insipidos (custa-me cada vez mais andar a pensar no que vou oferecer se os outros não se preocupam minimamente com aquilo que eu gosto ou gostaria de ter... enfim mais um dia desta ansiedade pré-natalícia que termina.

Para os que ainda têm esta vontade de celebrar o Natal... desejo sinceramente um FELIZ e SANTO NATAL, na companhia dos que mais amam...

09 dezembro 2007

Quelqu'un m'a dit...


Não sou normalmente grande adepta de música francesa, mas esta é realmente das poucas que habita no meu mp3... adoro-a, gosto da voz, da subtileza das palavras e embora perceba pouco de françês (porque convenhamos q 3 anos de francês no liceu, não dão para mt coisa), compreendo minimamente o q é dito - meio passo para gostar, o resto faz a cantora... e sim é uma ex-top model (Carla Bruni), e assim se prova (mais uma vez), que as mulheres bonitas, são mt mais q cabides e acessórios complementares de fatos ermegildo zegna ou hugo boss.




by Carla Bruni / Léos Carax


On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,

Elles passent en un instant comme fanent les roses.

On me dit que le temps qui glisse est un salaud

Que de nos chagrins il s'en fait des manteaux

Pourtant quelqu'un m'a dit...


Refrain:Que tu m'aimais encore,

C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.

Serait ce possible alors ?

On dit que le destin se moque bien de nous


Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout

Parait qu'le bonheur est à portée de main,

Alors on tend la main et on se retrouve fou

Pourtant quelqu'un m'a dit ...


Au refrain


Mais qui est ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais?

Je ne me souviens plus c'était tard dans la nuit,

J'entend encore la voix, mais je ne vois plus les traits"il vous aime, c'est secret, lui dites pas que j'vous l'ai dit"Tu vois quelqu'un m'a dit...

Que tu m'aimais encore, me l'a t'on vraiment dit...


Que tu m'aimais encore, serais ce possible alors ?

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,

Elles passent en un instant comme fanent les roses

On me dit que le temps qui glisse est un salaud

Que de nos tristesses il s'en fait des manteaux,

Pourtant quelqu'un m'a dit que...


Au refrain

08 dezembro 2007

O lado B da história


Devido aos muitos pedidos e claro à minha razão, venho por este meio publicar o outro lado da história…


Os posts acerca da segurança rodoviária, criaram alguma poeira… desse pó surgiu uma ideia e TINK…fez-se luz!


Os peões também não são na sua maioria pobres vitimas indefesas… claro que algumas serão, mas no geral é mais o factor “tá-se bem” que impera, quando na realidade devia ser o bom senso…minhas(eus) senhoras(es), acreditem quando vos digo… ser “passado a ferro” não é divertido, a fisioterapia é dolorosa que se farta, normalmente os fisioterapeutas com todas as suas boas intenções e trabalho, ao fim de algum tempo começam a ganhar contornos de carrascos a só falta o capuz e o algoz.

Quando vêem um carro pensem sempre…numa "luta" corpo a corpo, o carro ganha sempre… é maior e mais duro que qualquer um.


Há muitas coisas que se podem dizer acerca disto, mas fiquem cientes de duas: - BOM SENSO

- PÁRA, ESCUTA, OLHA! (Se vale para as linhas de comboio, também vale para as estradas).


Eu moro numa zona em que o tráfego automobilístico é relativamente grande, assim sendo acresce o facto de ter a responsabilidade de ter cuidado comigo mesma.

Mas quando ando de carro, vejo também as coisas da perspectiva de quem está atrás do volante… e sim vejo muito boa gente literalmente a “atirar-se” para a estrada, esperando certamente que os carros parem… newsflash people… nem sempre páram e tal como disse antes…vocês perdem sempre numa luta “corpo a corpo”.


A situação toma assim contornos mais dramáticos quando as idades variam entre os 7 anos e as pessoas de provecta idade que na realidade lhes devia dar algum juízo acrescido, o que aparentemente não é o caso… das duas uma ou querem morrer e não têm coragem de o fazer sozinhos, (ao que acresce que há métodos bem mais eficazes e rápidos de o fazer, em que ficar “atado” a uma cama não se põe) ou então pensam que ainda estão na aldeia, em que o maior tráfego rodoviário que tinham era o carro de bois ou a carroça do burro.


Deixem-me esclarecer que tanto os “carros de bois” como as “carroças de burro”, têm blindagem de aço e demasiada cavalagem para andarem à “estonteante” velocidade de 5km/h.


Continuo com a convicção que fazia bem a muita gente passar umas temporadas no Centro de Reabilitação Física de Alcoitão:




Pode ser que aprendam qualquer coisa…tanto para automobilistas, (que assim têm a noção que nem sempre os “airbags” salvam) e para os peões para verem com os próprios olhos o quanto andam a arriscar…


Ahhh, uma palavrinha aos pais…ensinem os putos a atravessar a estrada, nem eles estão num filme de bd nem são invencíveis… sejam duros e inflexíveis para mais tarde não lamentarem.


Espero ter assim respondido às “hostes” de automobilistas aborrecidos com o post anterior acerca de segurança rodoviária…

E obrigada por estarem atentos(as) aos disparates que vou dizendo, as criticas construtivas são sempre bem vindas…aos outros:


ESTE ESTABELECIMENTO NÃO POSSUÍ LIVRO DE RECLAMAÇÕES!!!

Parece anedota, mas é verídica!


Ontem ri-me como há mesmo muito tempo não me ria, daquela gargalhada franca e de ficar com os abdominais doridos de tanto rir... então foi assim:


Numa aturada discussão sobre um livro que na sua temática tem a condição feminina "O segundo sexo" de Simone de Beauvoir...uma amiga saiu-se com uma que me deixou sem palavras (coisa rara de conseguir, devo acrescentar).


(D. S.) Existem nas culturas ditas tradicionais, (no caso de tribos indígenas) 3 sexos:

HOMENS

MULHERES

HOMENS/MULHERES - MULHERES/HOMENS, (o equivalente na nossa sociedade aos transsexuais) - Isto dito por um doutorado em Sociologia.


(A.) - Isso de um homem querer ser mulher, até percebo e acho natural, é a lei da evolução a manifestar-se, agora o que não percebo é o contrário; uma mulher querer ser homem...isso é descer de cavalo para burro!!!


(Eu) - :-)))))) (Sinceramente, fiz um esforço para conter a gargalhada, mas admito que a cara de aturdido do tal doutorado em Sociologia estragou tudo e não me contive de tanto rir...) LOL


Resumo: Ainda me doi a barriga e ainda tenho vontade de rir com isto de cada vez que relembro a cena...porque o melhor foi a cara de que o tal doutor fez... priceless

Leonardo Da Vinci


Dezenas de modelos em tamanho real criados a partir dos esboços de Leonardo da Vinci estão em exposição, no Porto, até ao dia 27 de Janeiro.

VEJA O VIDEO!


São trabalhos das áreas da pintura, escultura, desenhos anatómicos, arquitectura e engenharia. Além de modelos das máquinas terrestres, há também máquinas de guerra e de voo, bem como, peças de engenharia aquática. A bicicleta, como a conhecemos hoje, foi criada por este artista.


Mas não foi a sua versão que deu origem ao modelo dos nossos dias.“Mona Lisa” ou “A Última Ceia” são exemplos de obras mais conhecidas do grande público.

Mas há outros trabalhos bem menos explorados, como é o caso do quarto dos espelhos.A exposição “Leonardo da Vinci – o Génio” fica no Palácio de Cristal, no Porto, até ao dia 27 de Janeiro.

05 dezembro 2007

Num dia assim...


Num dia assim, o nosso D. Sebastião perdeu-se nas brumas de Ceuta para não mais voltar ao trono que lhe estava destinado.

Os dias assim frios e de nevoeiro denso apetece ficar enroscada debaixo das mantas bebericando um chá quentinho e a ouvir boas músicas que lembrem esses tempos em que isto era possível...à q saudades de me "baldar" às aulas!


Não sei bem pq, mas lembrei-me desta música e fui buscá-la ao baú das recordações...


Amor errante,

Por onde andas

Há tanto tempo...

Amor errante

Seguindo o vento sempre distante

Sem um lamento


Sem parar nem pensar

Ao partir e voltar

Para sempre hás-de errar

Onde o vento soprar


Amor distante

Por quem eu espero

Contando o tempo

A cada instante


Para sempre hás-de errar

Onde o vento soprar

Amor errante

Por quem demoras


Há quanto tempo?

Amor distante

Eu conto as horas

Amor errante

Ainda há tempo

Para voltar


Meu amor tão distante

Onde te leva o vento

Meu amor tão distante

Volta enquanto há tempo


22 novembro 2007

A mantinha


Num principio de noite de um final de mês em que já cheira a Natal...mesmo ainda longe...pensei em ti! Lembrei-me da sensação boa que era estar contigo debaixo da mantinha aos quadrados, de estar enroscada em ti, dos risos, das cócegas que te fazia e que não gostavas, das tuas vinganças... do teu dedo no meu umbigo...enfim da cumplicidade que tínhamos!


Ah essa mantinha que está agora dobrada no meu roupeiro...que não me atrevo a usar, admito que por me trazer tão boas lembranças as lágrimas me afloram os olhos prestes a cair, tal como a chuva lá fora caí...


Ahhh essa mantinha aos quadrados de que me lembrei, agora que o frio já ensombra este prícipio de noite, neste fim de mês em que já cheira a Natal...

16 novembro 2007

Para que serve ter tanta pressa???

Andei um pouco afastada, os "murros no estômago" têm sido sucessivos e não me deixam com grande vontade de dizer o que quer que seja... eu realmente cada vez me dou mais mal com as noticias.

Passamos por uma semana verdadeiramente tenebrosa, no que a mortes na estrada diz respeito... iniciou-se a semana passada com o atropelamento mortal, na Infante Santo em Lisboa, a que acresce o facto de ser atropelamento e fuga (cobardemente o(a) responsável foge, lamento mas dá-me nojo pensar no que algumas pessoas fazem), os acidentes acontecem, é muitas vezes inevitável, acredito que sim, mas o acto de fuga, isso sim é revoltante, não percebo como é que alguém pode fugir, em sã consciência - porque não me venham dizer que é instintivo, não acredito!
O ser humano (pq infelizmente partilha o facto cmg e com cada um de nós), que fez esta barbaridade, nem sequer se digna a chamar auxílio... Uma familia destroçada!No dia seguinte mais um acidente, mais 13 mortos, (mais estas familias entregues ao sofrimento de ver os seus familiares morrerem de uma forma estúpida)...ao despertar da manhã seguinte, noticia de abertura: avó e 2 netos atropelados em Tires, uma das crianças (com apenas 6 anos) sucumbe devido a ferimentos graves inflingidos por não um mas 2 atropelamentos, sim pq o segundo sr, coitado não conseguiu parar...(se fosse a 50 - como deveria andar no interior das localidades, e não a 80 ou 90 como provavelmente vinha), teria conseguido imobilizar o veículo a tempo!

No dias seguintes, teve seguimento...cheguei a 5 feira já enjoada de tanto "sangue"... já não vi noticias, só ontem à hora de almoço me sentei a ver, mas apenas uma parte, porque 1 hora seguida daquilo, após o meu almoço é demasiado.Provavelmente e concerteza com alguma razão, me dirão que sou muito sensível, que não me deveria afectar estas coisas...OK, OK, são capazes de ter razão, mas ter tido uma amiga que foi tb atropelada e as consequências no corpo, mas especialmente na alma dela, vê-la no estado em que ficou, parada no tempo, e entregue à caridade de uma madrinha que a amou mais do que a mãe dela, sempre me chocou... eu tb passei por isso (felizmente s sequelas de maior), assim como alguns colegas de escola, alguns com consequências trágicas.

Escapa-me a razão de tanta pressa em chegar a lado nenhum...porque por muita pressa que se possa ter nada paga, nem a vossa vida, o sofrimento que podem ter, nem o sofrimento das vossas familias ou as familias de outros...

Deixo aqui mais um vídeo: este sim para mim é chocante, doloroso e assustador...pensar que houve um ser humano que teve tanta pressa em chegar a algum lado, que não hesitou em levar um miúdo pela frente... se tão com pressa, saiam mais cedo de casa, com tempo, para não destruirem ninguém.

http://www.youtube.com/watch?v=3VVwcv3Zkq4

Eu não sou nada de especial a conduzir, não gosto de conduzir no meio da confusão, admito que por receio dos doidos que por aí andam na estrada... todos se chocam com os pobres meninos a morrerem de fome, dos refugiados de um país longínquo, que vemos pela tv, que não tem cheiro, apenas 5m, a que se segue quase invariavelmente um passeio pelo shopping mais próximo, essas crianças perdem-se então na nossa memória, ofuscadas pelas luzes, brilhos e cores que nos hipnotizam para o consumo. É verdade, eu compreendo isso, sou humana, mulher, portanto adoro a minha cota parte de hedonismo, mas e tenho praticamente a certeza (pq nada é certo na vida, a não ser claro a morte e os impostos), que seria incapaz de seguir com a minha vida calmamente se na minha pressa de chegar a algum lado atropelasse alguém.
Por favor, saiam de casa 30m mais cedo, vão com mais calma, ponham os cintos e tenham juízo, afinal têm uma máquina nas mãos, que só faz o que vocês mandarem, ela não abranda se não puserem o pé no travão, pode matar e destruir a vida de muitas pessoas, inclusivamente a vossa e das pessoas que amam, os maridos, as mulheres, os filhos (nem que seja por eles, ou melhor, pricipalmente a pensar neles é que devem ir mais devagar)...

Como é que se explica a uma criança, que o pai ou a mãe numa pressa desenfreada estragou a vida de outro(a) menino(a)??? Ou ter de dizer-lhe que o pai ou a mãe, ou outro familiar, não vai voltar para perto dele(a) porque algém tinha pressa de chegar a algum lado e não pode esperar uns segundos...Podem explicar-me???

01 novembro 2007

O casaco de malha

Com um dia assim... calmo e solarengo, apetece ouvir e ver coisas boas.
A brisa fresca que corre, já lembra que o frio se aproxima. O aconchego de um casaco de malha por cima da t-shirt, proporciona o conforto.
O aroma das castanhas assadas, já despertam os sentidos e a gula.

Neste sentido e tendo em atenção o dia, que se comemora na tradição portuguesa, (que a meu ver, deveria ser mais como no México - em que se celebra a memória de quem partiu, não o chorar de pelas nossas perdas - e sim tb já tive grandes perdas.
Como estava a dizer, neste sentido, apetece uma música confortável, daquelas que somos capazes de ouvir muitas e muitas vezes seguidas... Vou portanto celebrar os meus antepassados, recordando-os, no conforto do meu casaco de malha cor de café, acompanhada de um chá e de umas castanhas cozidas.

Bom resto de feriado a todos, presentes e ausentes!

12 outubro 2007

Copo meio cheio ou meio vazio???


Dizem que havia um cego sentado numa calçada de Paris com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:
"Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou
e viu umas poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio.

Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora. Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.

O cego reconheceu as pisadas e perguntou se havia sido ele quem reescreveu
o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.

O publicitário respondeu:"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho.

O cego nunca soube, mas o seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas.

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS."
(Charlie Chaplin)