27 abril 2008

Boas ideias...verdes ideias





No outro dia, a pesquisar para um trabalho deparei-me com umas ideias interessantes. Acontece! :-)


Mas o interessante é que posso realmente dizer e com uma boa dose de certeza que este seria um bom produto, porque eu não hesitaria em adquirir.


Um desses casos foi um chão de terra...pouco higiénico, dirão! Negativo, pode até ser bastante higiénico e muito fácil de manter.


Por ser um material pouco processado industrialmente, tem várias vantagens, de entre as quais se pode frisar:

  • Económico


  • Quente


  • Amigo do ambiente


  • Confortável


  • Original


  • Durável

"Os benefícios térmicos são apelativos. A elevada densidade e baixa condutividade térmica dos materiais de terra torna-os “aparelhos” solares passivos, facilmente capturando e retendo o calor durante o dia e libertando-o à noite. (Claro que isto tem que estar conjugado com uma construção eficiente da casa, para a chão não apanhar a luz do sol directamente também no Verão!)"



Encontrei o artigo numa edição do NYT (http://www.nytimes.com/2007/02/08/garden/08dirt.html)- para os mais curiosos (as).




26 abril 2008

Pequenas e grandes conquistas



Ontem comemorou-se em Portugal o 25 de Abril!

Nada mais, nada menos que 34 anos nos separam desse dia em que tanta coisa mudou no Portugal de então, um país de "saloios", governado por outros "saloios", não digo isto com ideia de ofender ninguém, mas a verdade é que durante várias décadas o país de conquistadores, dessa nobre nação que sendo de tamanho muito pequena, deu berço a uma raça (lusos) que chegaram longe.
A mesma raça que Fernando Pessoa acreditava poder tomar posse do 5º Império.
Tenho ainda no cantinho do meu coração a esperança de que se torne realidade.
Mas cada dia que passa vai levando com mais uma brisa que quase apaga essa chama que estremece, tremelica hesitantemente face ao futuro, ainda mais porque não sou propriamente a pessoa mais segura que já se viu.
Eu nasci já na era pós-25 de Abril, mas lembro-me de algumas coisas, vagamente é certo e outras nem me lembro pessoalmente, apenas das referências feitas pelos meus Pais a respeito, da época convulsionada, terrivelmente instável. Portugal, nas palavras do meu Pai, esteve à beira da guerra civil... que diria, não? Para a maioria das pessoas, os tempos pós 25 de Abril, estão tão longínquos como o Vietname de nós, parece que não foi nas ruas de Lisboa que passaram tanques de guerra com soldados, prontos a morrer por uma causa que não a das colónias. Foi sem dúvida uma altura de grandes e pequenas conquistas.


Isso ligando às grandes conquistas leva-me ao tema; as pequenas conquistas!
Todos nós (quero acreditar que são mesmo todos), temos as nossas pequenas "pancadas", "manias", "neuroses" ou que quer que lhe queiramos chamar, portanto não é de estranhar que tenhamos, certos rituais devidos e vamos por acordo chamar manias, no que a mim diz respeito, tenho várias. É verdade!
Uma das coisas incluí alturas e estar pendurada em altura, portanto coisas como rappel, bungie jumping, parapente e afins, não são de todo actividades recreativas, acho fascinante, mas também me amedronta bastante, tiro fotografias, divirto-me tremendamente com isso, mas experimentar... bem digamos que fica sempre "prá próxima".
Desta vez e talvez por ser feriado ou por efectivamente querer dentro de mim ultrapassar uma mania... Não fazer coisas que acho que sou capaz de fazer fisicamente, mas o que me impede é maior que tudo isso - a minha cabeça. Fiz escalada, numa "parede fingida", mas mesmo assim, fiz e quando lá cheguei acima... olhei para baixo e inesperadamente nem senti tonturas, enjoos, nada disso, apenas a sensação boa de pensar para mim que tinha alcançado mais uma etapa. Foi duro fisicamente, desgastante para o corpo (estou toda dorida) músculos que tenho a sensação que não eram usados há anos doem-me, os joelhos com nódoas negras doem-me, mas apesar de tudo estou feliz, o que para os outros é uma pequena conquista, foi para mim uma grande conquista.

(Obrigada P. por me levares e por acreditares que era capaz. Admito que estava convencida que me ia pôr a gritar desalmadamente, mas na verdade foi BRUTAL!)

As grandes conquistas estão dentro de nós, o que fazemos com as experiências que vivenciamos, se aproveitamos ou não no futuro. Aprendi ontem mais uma lição... confiar mais em mim e acreditar, mesmo quando "os velhos do Restelo" que passam dizem "não vais ser capaz!" ou "vais cair!", acreditar e "visualizar" a chegar lá. E só mesmo para me gabar... não fiz uma, nem sequer duas...mas sim 3 (três) vezes a proeza.
Acima de confiança em mim, aprendi também outra coisa importante... não ficar com as pernas dobradas tanto tempo...esticar-me, aproveitar a altura que tenho e esticar o braço, sempre mais além.

16 abril 2008

Teorias publicitárias


Encetei ontem uma experiência de marketing, com vista a provar sem qualquer margem para dúvidas que: SEXO VENDE!
Assim sendo, e como qualquer bom (a) investigador (a), coloquei-me a mim em risco. Usei uma foto minha das pernas, nada de indecente, apenas uma ligeira sugestão.

A experiência começou exactamente às 16h 15m e contabilizei as visitas que tinha tido hoje e foram apenas 3 pessoas, amigos meus) a partir dessa hora e por um período de 50m, tive a foto em destaque no site, o certo é que neste lapso de tempo tive mais de 580 visitas.

Boa parte, felizmente entrou e saiu, sem deixar sinal de vida que não a contabilização estatística. No entanto muitos foram os que encetaram conversa, algumas de teor tão vulgar que nem me atrevi sequer a olhar 2 x e desse fantástico número só 3 seres humanos se revelaram de forma interessante e divertida.

Mas de facto e com relação à experiência em causa... o sexo vende, não foi preciso colocar nada duvidoso ou dúbio, apenas as pernas e mesmo sendo a pernoca jeitosinha (que é), é preciso isso sim, encontrar a motivação que leve o \"consumidor\" a escolher o produto que o fornecedor do serviço/produto pretende ser escolhido e sim, o produto (a imagem que pensavam que existia, - \"garota disponível\" imagem que pretendia passar).

As experiências sociológicas associadas à publicidade e ao marketing são sempre interessantes porque avaliam as pessoas nos seus instintos mais básicos e da forma mais elementar.

Para quem tem dúvidas se ainda resistem... vejam isto: http://www.youtube.com/watch?v=3VDsLcl72Ss&NR=1

09 abril 2008

HAPPY????


Hoje recebi um postal (estilo freecard), sim sou mais uma das maluquinhas que faz colecção de postais - sim tem uma explicação - os grafismos, layouts, cores, ideias...enfim manias
Continuando...recebi um desses postais e como sempre, atirado à pressa para dentro da mala, só à bocado nos transportes olhei para o dito e fiquei espantada com o contrasenso de ideias, (embora tb não saiba se foi essa mesma a intenção) passo a explicar a minha teoria:
O postal faz referência a uma das revistas femininas de carácter mensal que saem par as bancas portuguesas (HAPPY Woman), a tal revista comemora este mês 2 anos de existência, assim sendo a edição é especial...o que me deixa ainda mais espantada...é que, bem, como é que deverei dizer isto sem parecer convencida (porque sim, acredito que nos meus parcos conhecimentos de layouts... seria capaz de fazer melhor ou pelo menos diferente e mais intuitivo em que o objectivo será animar as pessoas a comprar a revista)...
Na verdade existem várias coisas que me incomodam neste postal (que é uma reprodução da capa), as cores, a modelo, a roupa que a pobre criatura tem por cima do corpo.
Mas vamos por partes:
1. COR - poucas vezes vi cor mais deprimente e numa revista feminina e volto a frisar numa edição especial aniversário. Entre um verde petróleo e o cinzento...sinceramente não me anima
2. MODELO - a rapariga escolhida, adolescente anoréctica (mais uma vez), apresenta-se de cabeça inclinada para baixo, reforçando ainda mais a ideia de magreza por demais evidente. Nuns ombros estreitos a cabeça da rapariga sobressai muito e a ideia que me passa, é a de crianças esfomeadas... novamente lamento informar, mas não me alegra, não me lembra coisas boas e positivas (presumindo que é esse o intuito da revista). Isto leva-me a outro tópico; a roupa.
3. ROUPA o tal vestido que a modelo anoréctica traz vestido (de frisar que acho que a rapariga é linda, apenas foi mal vestida, penteada, maquilhada). Continuando... a rapariga tem um vestido preto que por si só poderia dar uma ideia festiva se conjugado com acessórios e make-up apropriada, (coisa que não acontece), outro pormenor...na capa vem como chamada de atenção a um artigo "VESTIDA PARA SER MAGRA", novamente...o tal vestido (que mais parece uma tenda de campismo), nem à pobre rapariga fica bem, fazendo lembrar aqueles bibes horrorosos dos colégios que em preto dão um ar fúnebre...
4. Por fim o TÍTULO, pois bem...alguém acha tal como eu estranho que a cabeça da modelo faça de letra P no nome da revista. E já agora, serei só eu ou a cabeça está desproporcional ao corpo para poder bater certo com as letras???
Afinal o que conta mais...um corpo anatomicamente correcto ou uma moça cabeçuda que fica completamente desfigurada, cortando por completo quaisquer ideias de um trabalho de paginação bem feito???

06 abril 2008

mas afinal o que é que isto tem a ver com amor???


O casamento...bem poderia dizer muita coisa, muita coisa romântica e de enternecer, para que quem visse inclinasse a cabeça para o lado ligeiramente pensando: "Que querida! Romântica...", mas a verdade é que não vou dizer nada disso!

Nunca casei, já amei...felizmente posso dizer que na minha idade já amei verdadeiramente, seria desastroso se escrevesse estas coisas sem realmente conhecer o amor (o verdadeiro), não?

Pois é, já amei e é bom, mas não podemos confundir amor com paixão porque na realidade são coisas diferentes, ainda que caminhem pelo menos por algum tempo lado a lado.

A paixão é o arrepio no corpo, (mais ou menos como aquela guloseima que dá estalinhos na boca...como fogo de artificio) é estar feliz sem saber bem porquê, ver o mundo com outras cores, outros sons, mais colorido, mais rico em sensações que trepidam e nos fazem levitar. As famosas borboletas no estômago é a paixão, o nervosismo, a ansiedade da ausência do outro.

Já o amor...bem pode e é em muitos casos o motivador da paixão ou em outros a consequência dela (paixão)...

Conheço alguns casos em que um ou os dois memros de um casal estão verdadeiramente unidos pelo amor, mas na maioria dos casos (se observarmos bem a taxa de divórcios), veremos que na maioria dos casos os casais estão apaixonados pela ideia de amarem, não por amarem realmente o outro.

E aqui chegamos ao ponto que quero focar... a verdade é que é muito fácil dizer "amo-te!", quando na verdade o que pretendemos é lguém para validar a nossa existência, daí os casamentos... (claro que existem excepções, senão o que seria de nós se não exixtissem casos de sucesso) nada mais são do que mostrar à sociedade que contamos como individuos - ainda que sejamos ilustres anónimos http://br.youtube.com/watch?v=ODD6ht5zNFU .

Como ouvi à uns dias [só existe um casal perfeito... ele está de fato, ela vestida de branco, lindos, perfeitos e estão empoleirados em cima de um bolo. A razão do sucesso deste casal??? Não têm de olhar para o outro e ver as imperfeições, que nos tempos de paixão eram completamente invisíveis ou então uma coisa "querida"].

Podem sempre perguntar...(mas afinal, o que é que isto tem a ver com amor???), a resposta...nada!!! Absolutamente nada e no entanto tudo, porque em nome de um "amor" que muitas vezes não sentem homens e mulheres embarcam nesta aventura para descobrirem afinal que uns anos, meses, semanas antes, estavam apenas apaixonados pela ideia de que tinham encontrado a alma gémea, a tal testemunha de que fala a Susan Sarandon no filme.

Não, não sou cínica em relação a estas coisas... acredito que sou uma irremediável romântica que adora todos os gestos queridos e românticos, mas isso não me impede de ver as coisas como elas são, apreciando o lado bom, com a plena consciência das falhas e de que nada é 100% perfeito. Pena, a vida a dois é muito mais que um beijo assolapado, um abraço apertado e a legenda com música de fundo a dizer "fim", implicando "(...) e foram felizes para sempre!"

Gostava que as pessoas estivessem concientes do que embarcam, quando dizem "sim" ou "aceito" à vida em conjunto que muito em breve se torna impossível, à falta de comunicação que existe pelas mais variadas razões. É difícil, se fosse simples todos fariam 50 anos de casamento, não???

Amar uma pessoa mesmo com todos os defeitos, manias, tiques, etc é um feito...acordar passados 20 anos uma manhã de domingo e abraçar o outro com a nocção de que é ali com aquela pessoa, naquele preciso momento que desejamos estar...isso sim é amor, cumplicidade!

04 abril 2008

Poema japonês


Ah, o passado.
O tempo onde se acumularam
Os dias lentos.


Haiku japonês traduzido por Herberto Helder (1930)

01 abril 2008


Antes que se apodere de mim a tristeza que me invade a alma nesta altura do ano, venho desejar antecipadamente uma semana feliz e desculpa pela ausência, quer fisica quer de conteúdo relevante.

Lágrimas ocultas
Florbela Espanca

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!