01 novembro 2008


Neve...


Hoje apesar de estar um dia relativamente quente em relação aos últimos desta semana que findou, começou bem frio. Acordei com o sol a passar as persianas e debaixo da roupa estava tão quentinho que não apetecia sair.

Por estranho que pareça, (não é assim tão estranho para quem me conhece), lembrei-me de neve.

Da cara fria, do nariz a pingar, dos arrepios de frio que se confundem com o entusiasmo e a alegria quase infantil que os adultos têm perante o cenário.

Embora não goste de ter frio, de pingo no nariz, confesso que gosto de neve. Há algo de limpo...a promessa de um novo começo sobre esse manto branco...


04 outubro 2008

A flexibilidade numa sociedade em constante mudança






Foi apresentada este ano em Turim que é em 2008 capital do Design sob o lema de "flexibilidade numa sociedade em constante mudança" uma ideia que de tão óbvia passa por vezes ao lado de muita gente.

Sacos cheios de areia que se podem organizar e dispor conforme o espaço e a vontade do utilizador. Assim, o objecto criado não é pleno, ou seja quem o adquire não tem de se conformar em usar o que lhe é apresentado ordeiramente. A interacção com um objecto de arte ou do quotidiano é sempre possível (claro), contudo normalmente e em objectos com alguma dimensão tendemos para uma certa conformação com o produto final.

Domestic sandbags by masamichi udagawa & sigi moeslinger for Antena (NY), poderia estar para aqui a falar e no fundo teria dificuldade em explicar tão bem como os autores: "the installation 'spectre' is inspired by a ubiquitous improvisational 'building block': the sandbag. the sandbag is a pervasive object used in various situations of emergency and temporary set-up, such as battlefields, floods, earthquakes and other disaster scenes. we are giving the sandbag a new 'skin' and context, which transforms the way it is perceived allowing it to enter a different realm of existence."

Vídeo explicativo acerca da instalação: http://www.youtube.com/watch?v=teKpN0ay_Pw

02 outubro 2008

HOLLY


A cadeira Holly é a minha homenagem a uma "diva" do cinema americano - Audrey Hepburn - com a sua personagem conseguiu comover e chocar a sociedade pseudo-puritana da altura ao relatar o dia a dia de uma call-girl. Com um inusitado humor conta a sua vida e as suas ambições para o futuro (ficar rica).

É neste contexto que a minha Holly se apresenta... um cadeirão de cartão que inusitadamente aparece como a ponte entre o mundo de riqueza que a verdadeira Holly desejava e a realidade com a material usado.


Foi um exercício interessante que desejava repetir com outras ideias que ficaram no bloco. A sustentabilidade que é sempre um dos meus motes de trabalho, neste caso perdeu-se um pouco pelo excesso de cartão usado, mas também tenho os meus momentos de exagero :-)


Foram usadas partes de caixas de cartão de embalagens, nomeadamente de electrodomésticos.


27 setembro 2008


A Extremis apresenta-nos o PicNik, concebido pelos designers Dirk Wynants e Xavier Lust, é uma combinação de mesa-assento para pequenas superfícies e os espaços semi-públicos, feito de uma placa maciça do alumínio (10 milímetros) standard, comportando-se como parte integrante do meio que o rodeia. O PicNik está também disponível em cinco cores e numa versão júnior à escala 2/3.




26 setembro 2008

Jarbas - 2007


Este projecto foi realizado em conjunto com uma colega (na altura um pouco às cegas, mas viemos a perceber que funcionamos bem em equipa), o Jarbas - anteriormente "JARB'S" e tal como o texto indica um conceito de segurança na cozinha. Permite que a presença de crianças pequenas na cozinha não seja um drama.


Gosto particularmente dele e na verdade ficamos ambas muito orgulhosas dele e de nós mesmas também.


22 setembro 2008

REGRESSO



Regressada e espero que pronta para mais escritos... cá estou!


Muito do tempo de afastamento deveu-se a problemas com o computador, (descobri qu tinha nada mais nada menos que 220 vírus no portátil).

Problemas à parte... também devo confessar que a preguiça me atacou forte, aproveitei para apanhar ar e dedicar-me a outras actividades que tenho deixado de parte.


Vou iniciar em breve uma nova etapa da vida e ao mesmo tempo uma espécie de caderno de design que será composto em parte por trabalhos meus e por outros que admiro ou que me inspiram.


Fazendo uma pequena introdução, aqui vai:


"Ao longo da história, o design tem-se misturado com a vida quotidiana e a cultura. O leque de acção é vasto, incorporando objectos tridimensionais, grafismos e sistemas integrados, desde tecnologia de informaçãoa ambientes urbanos.

Definido mais amplamente como a concepção e planeamento de todos os produtos feitos pelo homem, o desing é ubíquo."

(citação retirada da introdução de um livro da TASCHEN - Design Handbook - ISBN 978-3-8228-2860-1)

03 agosto 2008

Design de vida ou vidas sem design


Quem gosta de praia?

Bem esta pergunta pode despertar a curiosidade...ou não, mas num país com as temperaturas como as nossas é raro alguém dizer abertamente que não gosta de praia.

No meu caso pessoal...gosto (e sim até os mais cépticos podem não acreditar mas gosto até bastante de praia).

Do que não gosto são alguns pormenores...entenda-se (acessórios) que dispenso; gritaria, miúdos que atiram areia num raio de 2 metros quadrados, chapéus de sol que voam sem que os proprietários se apercebam e invariavelmente vêem aterrar perto de mim e o suprsumo do irritante...a bela da bola de praia que me caí em cima como se fosse um meteorito...seguida do "desculpe, foi sem querer!"

As minhas reacções perante estes acessórios são de algum tempo para cá a tentativa de ignorar o que se passa à volta e esforçar-me por gozar o meu pedaço de areia de forma proveitosa. Não é fácil, mas pelo menos tento!

Hoje lá fui eu de amnhã cedo, ainda com a pestana meia aberta e o humor não completamente desfraldado. O trânsito que se forma no mero espaço de 15m que me atrsei...já tinha começado, mas enfim... feitas as contas lá se deu o estacionamento no local previsto sem grandes demoras e de saquinho ao ombro lá fui lampeirinha para o areal...

Toalha estendida, roupa tirada e enfim cá estou eu no mais democrático dos fóruns da humanidade. Para meu descontentamento lá me apercebo que não levei livro...(que nervos...parva - digo a mim mesma), mas enfim...areia pela frente sem muita gente à volta, sol quentinho, está tudo ok.

A coisa dura...lá fui meter o dedo na água a testar a dita e veredicto - está fria que se farta! mas volto quase toda molhada, estendo-me na areia e lá peregrina mais uma familia em busca do seu espaçito de sol. Nada de estranho...instalam-se, coisa que levanta pelo menos uma duna de areia...(nunca percebi como é que é preciso mexer tanto os pés para colocar 3 chapéus de praia, 2 lancheiras, 1 meia tenda e sei lá que mais parafernália...parece que se vão mudar para a praia e não estar lá uma manhã).

Lá se instalam... barulho que se farta mas pronto...faz parte! Os garotos lá vão para a água levantando areia a cada passo que dão e eu apanho com ela em cima Rosno ligeiramente, sacudo a dita e viro a cabeça para o outro lado).

O silêncio começa de novo a fazer-se sentir e o barulho do mar também...ok...perfeito!

Pois, mas como diz o ditado:"Não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe!" e fazendo jus a isto lá ficou um elemento da familia XXXL sentado na cadeira, debaixo do chapéu, de roupa vestida...para lá fica rosnando qq coisa q ninguém percebe. Ao fim de uns minutos começa a falar sozinho...(de cabeça enfiada na toalha penso: estás todo queimadinho... até já falas sozinho!), mas não, não falava sozinho... estava a telefonar ao resto da familia a contar as suas desventuras... que em Miami não é nada assim que ele veio parar ao refugo das praias e por aí adiante... (pensei, ele vai chorar, puxa do lenço e coisa fica por aqui...) não...pois o desgraçado do homem (e digo desgraçado porque tenho pena da criatura - estava ali obrigado, detesta praia, só as de Miami (e lá vamos nós outra vez) é que são boas, têm passadiços, têm bares ali ao lado, quase nem se pisa areia (qual é o propósito de vir à praia e não sentir areia nos pés? Se fosse para isso tinha ido à piscina), mas o coitado continua e continua...número após número repete as suas desventuras... quase pedindo socorro a quem quer que o ouvisse para que mandasse uma equipa de resgate que proporcionasse (já agora) cerveja para o regresso à sua querida e estimada casa.

O resto da malta dele regressa e lá atacam o farnel...afinal meia hora de praia abre o apetite...e lá saem das geleiras os sumos, as "sandes", os bolos e até as batatas fritas (gente de alimento).

Admito que uma irritação acabou por se tornar motivo de risota com a companhia... afinal sempre há gente mais "esquisitinha" que eu.

Tive pena do homem...mais ainda quando se pôs a gozar com o filho porque a criança estava com vergonha de se despir e trocar de calções...mas no final ainda comentei...o que é que ele queria? O garoto imita o comportamento que vê à volta. Tenho pena de gente assim, até porque como disse no início... a praia é dos locais mais democráticos que existe... porque não são só os mais afortunados na vida que têm o melhor pedaço de areia, ou que o sol brilha mais para eles...nem são (na maioria dos casos os mais afortunados em termos de beleza, ou até os que mais se divertem).
Cada um desenha a vida como quer, eu admito que me engano muito que desenho muitas linhas que gostaria de poder apagar. No caso de hoje...bem a vida de alguém que vai para onde não quer e ainda se queixa...parece-me que é uma vida sem riscos próprios...apenas os riscos dos outros. Uma vida sem design parece-me triste...

04 maio 2008

ECO IDEIAS!


O que são as ideias inteligentes? Bem... acho que são aquelas ideias que permitem ver o engenho humano no seu melhor. As capacidades inventivas da mente humana são surpreendentes, mas a criatividade é ainda mais surpreendente, porque mostra que muitas vezes com muito pouco se pode chegar longe.

Estou neste momento envolvida num projecto relacionado com o tema deste "post" - o papel e as suas potencialidades. Assim sendo encontrei uma ideia num site que me deixou, literalmente de "boca aberta".
A ideia???

ECOHANGERS ou seja Cabides ecológicos - feitos a partir de papel reciclado. Claro que a ideia não é portuguesa, bem se calhar é, mas a empresa que vende o produto não é...

Ainda assim e numa pequena pesquisa deparei-me com um facto alarmante... em Portugal cerca de 24% do lixo produzido é desperdicio de papel e mais alarmada fiquei quando vi que apenas 10% desta quantidade imensa de papel é aproveitada e reciclada.

Na continuação achei que em Portugal esta ideia dos ECOHANGERS seria interessante, senão vejamos:

- Acessibilidade (são bastante mais baratos em termos de produção industrial);

- Publicidade (pagam-se a eles mesmo ao aproveitar a superficie como veículo de publicidade)

- Resistência (pode-se comprovar que a durabilidade deste tipo de cabide é verdadeira e efectiva)

- Design (mais que uma ideia de design é uma ideia empreendedora)

- Recursos (utilizando o papel, estamos a poupar em vários níveis, poupamos a floresta, o ambiente, os próprios aterros que terão bastante mais espaço)


A natureza agradece certamente estas ideias, mas mais do que isso, é através de ideias destas que é possível ver "luz ao fundo do túnel", ainda que a ameu ver um pouco tarde, contudo se todos fizermos um bocadinho, muito será conquistado.


Para mais esclarecimentos: http://www.hangernetwork.com/




27 abril 2008

Boas ideias...verdes ideias





No outro dia, a pesquisar para um trabalho deparei-me com umas ideias interessantes. Acontece! :-)


Mas o interessante é que posso realmente dizer e com uma boa dose de certeza que este seria um bom produto, porque eu não hesitaria em adquirir.


Um desses casos foi um chão de terra...pouco higiénico, dirão! Negativo, pode até ser bastante higiénico e muito fácil de manter.


Por ser um material pouco processado industrialmente, tem várias vantagens, de entre as quais se pode frisar:

  • Económico


  • Quente


  • Amigo do ambiente


  • Confortável


  • Original


  • Durável

"Os benefícios térmicos são apelativos. A elevada densidade e baixa condutividade térmica dos materiais de terra torna-os “aparelhos” solares passivos, facilmente capturando e retendo o calor durante o dia e libertando-o à noite. (Claro que isto tem que estar conjugado com uma construção eficiente da casa, para a chão não apanhar a luz do sol directamente também no Verão!)"



Encontrei o artigo numa edição do NYT (http://www.nytimes.com/2007/02/08/garden/08dirt.html)- para os mais curiosos (as).




26 abril 2008

Pequenas e grandes conquistas



Ontem comemorou-se em Portugal o 25 de Abril!

Nada mais, nada menos que 34 anos nos separam desse dia em que tanta coisa mudou no Portugal de então, um país de "saloios", governado por outros "saloios", não digo isto com ideia de ofender ninguém, mas a verdade é que durante várias décadas o país de conquistadores, dessa nobre nação que sendo de tamanho muito pequena, deu berço a uma raça (lusos) que chegaram longe.
A mesma raça que Fernando Pessoa acreditava poder tomar posse do 5º Império.
Tenho ainda no cantinho do meu coração a esperança de que se torne realidade.
Mas cada dia que passa vai levando com mais uma brisa que quase apaga essa chama que estremece, tremelica hesitantemente face ao futuro, ainda mais porque não sou propriamente a pessoa mais segura que já se viu.
Eu nasci já na era pós-25 de Abril, mas lembro-me de algumas coisas, vagamente é certo e outras nem me lembro pessoalmente, apenas das referências feitas pelos meus Pais a respeito, da época convulsionada, terrivelmente instável. Portugal, nas palavras do meu Pai, esteve à beira da guerra civil... que diria, não? Para a maioria das pessoas, os tempos pós 25 de Abril, estão tão longínquos como o Vietname de nós, parece que não foi nas ruas de Lisboa que passaram tanques de guerra com soldados, prontos a morrer por uma causa que não a das colónias. Foi sem dúvida uma altura de grandes e pequenas conquistas.


Isso ligando às grandes conquistas leva-me ao tema; as pequenas conquistas!
Todos nós (quero acreditar que são mesmo todos), temos as nossas pequenas "pancadas", "manias", "neuroses" ou que quer que lhe queiramos chamar, portanto não é de estranhar que tenhamos, certos rituais devidos e vamos por acordo chamar manias, no que a mim diz respeito, tenho várias. É verdade!
Uma das coisas incluí alturas e estar pendurada em altura, portanto coisas como rappel, bungie jumping, parapente e afins, não são de todo actividades recreativas, acho fascinante, mas também me amedronta bastante, tiro fotografias, divirto-me tremendamente com isso, mas experimentar... bem digamos que fica sempre "prá próxima".
Desta vez e talvez por ser feriado ou por efectivamente querer dentro de mim ultrapassar uma mania... Não fazer coisas que acho que sou capaz de fazer fisicamente, mas o que me impede é maior que tudo isso - a minha cabeça. Fiz escalada, numa "parede fingida", mas mesmo assim, fiz e quando lá cheguei acima... olhei para baixo e inesperadamente nem senti tonturas, enjoos, nada disso, apenas a sensação boa de pensar para mim que tinha alcançado mais uma etapa. Foi duro fisicamente, desgastante para o corpo (estou toda dorida) músculos que tenho a sensação que não eram usados há anos doem-me, os joelhos com nódoas negras doem-me, mas apesar de tudo estou feliz, o que para os outros é uma pequena conquista, foi para mim uma grande conquista.

(Obrigada P. por me levares e por acreditares que era capaz. Admito que estava convencida que me ia pôr a gritar desalmadamente, mas na verdade foi BRUTAL!)

As grandes conquistas estão dentro de nós, o que fazemos com as experiências que vivenciamos, se aproveitamos ou não no futuro. Aprendi ontem mais uma lição... confiar mais em mim e acreditar, mesmo quando "os velhos do Restelo" que passam dizem "não vais ser capaz!" ou "vais cair!", acreditar e "visualizar" a chegar lá. E só mesmo para me gabar... não fiz uma, nem sequer duas...mas sim 3 (três) vezes a proeza.
Acima de confiança em mim, aprendi também outra coisa importante... não ficar com as pernas dobradas tanto tempo...esticar-me, aproveitar a altura que tenho e esticar o braço, sempre mais além.

16 abril 2008

Teorias publicitárias


Encetei ontem uma experiência de marketing, com vista a provar sem qualquer margem para dúvidas que: SEXO VENDE!
Assim sendo, e como qualquer bom (a) investigador (a), coloquei-me a mim em risco. Usei uma foto minha das pernas, nada de indecente, apenas uma ligeira sugestão.

A experiência começou exactamente às 16h 15m e contabilizei as visitas que tinha tido hoje e foram apenas 3 pessoas, amigos meus) a partir dessa hora e por um período de 50m, tive a foto em destaque no site, o certo é que neste lapso de tempo tive mais de 580 visitas.

Boa parte, felizmente entrou e saiu, sem deixar sinal de vida que não a contabilização estatística. No entanto muitos foram os que encetaram conversa, algumas de teor tão vulgar que nem me atrevi sequer a olhar 2 x e desse fantástico número só 3 seres humanos se revelaram de forma interessante e divertida.

Mas de facto e com relação à experiência em causa... o sexo vende, não foi preciso colocar nada duvidoso ou dúbio, apenas as pernas e mesmo sendo a pernoca jeitosinha (que é), é preciso isso sim, encontrar a motivação que leve o \"consumidor\" a escolher o produto que o fornecedor do serviço/produto pretende ser escolhido e sim, o produto (a imagem que pensavam que existia, - \"garota disponível\" imagem que pretendia passar).

As experiências sociológicas associadas à publicidade e ao marketing são sempre interessantes porque avaliam as pessoas nos seus instintos mais básicos e da forma mais elementar.

Para quem tem dúvidas se ainda resistem... vejam isto: http://www.youtube.com/watch?v=3VDsLcl72Ss&NR=1

09 abril 2008

HAPPY????


Hoje recebi um postal (estilo freecard), sim sou mais uma das maluquinhas que faz colecção de postais - sim tem uma explicação - os grafismos, layouts, cores, ideias...enfim manias
Continuando...recebi um desses postais e como sempre, atirado à pressa para dentro da mala, só à bocado nos transportes olhei para o dito e fiquei espantada com o contrasenso de ideias, (embora tb não saiba se foi essa mesma a intenção) passo a explicar a minha teoria:
O postal faz referência a uma das revistas femininas de carácter mensal que saem par as bancas portuguesas (HAPPY Woman), a tal revista comemora este mês 2 anos de existência, assim sendo a edição é especial...o que me deixa ainda mais espantada...é que, bem, como é que deverei dizer isto sem parecer convencida (porque sim, acredito que nos meus parcos conhecimentos de layouts... seria capaz de fazer melhor ou pelo menos diferente e mais intuitivo em que o objectivo será animar as pessoas a comprar a revista)...
Na verdade existem várias coisas que me incomodam neste postal (que é uma reprodução da capa), as cores, a modelo, a roupa que a pobre criatura tem por cima do corpo.
Mas vamos por partes:
1. COR - poucas vezes vi cor mais deprimente e numa revista feminina e volto a frisar numa edição especial aniversário. Entre um verde petróleo e o cinzento...sinceramente não me anima
2. MODELO - a rapariga escolhida, adolescente anoréctica (mais uma vez), apresenta-se de cabeça inclinada para baixo, reforçando ainda mais a ideia de magreza por demais evidente. Nuns ombros estreitos a cabeça da rapariga sobressai muito e a ideia que me passa, é a de crianças esfomeadas... novamente lamento informar, mas não me alegra, não me lembra coisas boas e positivas (presumindo que é esse o intuito da revista). Isto leva-me a outro tópico; a roupa.
3. ROUPA o tal vestido que a modelo anoréctica traz vestido (de frisar que acho que a rapariga é linda, apenas foi mal vestida, penteada, maquilhada). Continuando... a rapariga tem um vestido preto que por si só poderia dar uma ideia festiva se conjugado com acessórios e make-up apropriada, (coisa que não acontece), outro pormenor...na capa vem como chamada de atenção a um artigo "VESTIDA PARA SER MAGRA", novamente...o tal vestido (que mais parece uma tenda de campismo), nem à pobre rapariga fica bem, fazendo lembrar aqueles bibes horrorosos dos colégios que em preto dão um ar fúnebre...
4. Por fim o TÍTULO, pois bem...alguém acha tal como eu estranho que a cabeça da modelo faça de letra P no nome da revista. E já agora, serei só eu ou a cabeça está desproporcional ao corpo para poder bater certo com as letras???
Afinal o que conta mais...um corpo anatomicamente correcto ou uma moça cabeçuda que fica completamente desfigurada, cortando por completo quaisquer ideias de um trabalho de paginação bem feito???

06 abril 2008

mas afinal o que é que isto tem a ver com amor???


O casamento...bem poderia dizer muita coisa, muita coisa romântica e de enternecer, para que quem visse inclinasse a cabeça para o lado ligeiramente pensando: "Que querida! Romântica...", mas a verdade é que não vou dizer nada disso!

Nunca casei, já amei...felizmente posso dizer que na minha idade já amei verdadeiramente, seria desastroso se escrevesse estas coisas sem realmente conhecer o amor (o verdadeiro), não?

Pois é, já amei e é bom, mas não podemos confundir amor com paixão porque na realidade são coisas diferentes, ainda que caminhem pelo menos por algum tempo lado a lado.

A paixão é o arrepio no corpo, (mais ou menos como aquela guloseima que dá estalinhos na boca...como fogo de artificio) é estar feliz sem saber bem porquê, ver o mundo com outras cores, outros sons, mais colorido, mais rico em sensações que trepidam e nos fazem levitar. As famosas borboletas no estômago é a paixão, o nervosismo, a ansiedade da ausência do outro.

Já o amor...bem pode e é em muitos casos o motivador da paixão ou em outros a consequência dela (paixão)...

Conheço alguns casos em que um ou os dois memros de um casal estão verdadeiramente unidos pelo amor, mas na maioria dos casos (se observarmos bem a taxa de divórcios), veremos que na maioria dos casos os casais estão apaixonados pela ideia de amarem, não por amarem realmente o outro.

E aqui chegamos ao ponto que quero focar... a verdade é que é muito fácil dizer "amo-te!", quando na verdade o que pretendemos é lguém para validar a nossa existência, daí os casamentos... (claro que existem excepções, senão o que seria de nós se não exixtissem casos de sucesso) nada mais são do que mostrar à sociedade que contamos como individuos - ainda que sejamos ilustres anónimos http://br.youtube.com/watch?v=ODD6ht5zNFU .

Como ouvi à uns dias [só existe um casal perfeito... ele está de fato, ela vestida de branco, lindos, perfeitos e estão empoleirados em cima de um bolo. A razão do sucesso deste casal??? Não têm de olhar para o outro e ver as imperfeições, que nos tempos de paixão eram completamente invisíveis ou então uma coisa "querida"].

Podem sempre perguntar...(mas afinal, o que é que isto tem a ver com amor???), a resposta...nada!!! Absolutamente nada e no entanto tudo, porque em nome de um "amor" que muitas vezes não sentem homens e mulheres embarcam nesta aventura para descobrirem afinal que uns anos, meses, semanas antes, estavam apenas apaixonados pela ideia de que tinham encontrado a alma gémea, a tal testemunha de que fala a Susan Sarandon no filme.

Não, não sou cínica em relação a estas coisas... acredito que sou uma irremediável romântica que adora todos os gestos queridos e românticos, mas isso não me impede de ver as coisas como elas são, apreciando o lado bom, com a plena consciência das falhas e de que nada é 100% perfeito. Pena, a vida a dois é muito mais que um beijo assolapado, um abraço apertado e a legenda com música de fundo a dizer "fim", implicando "(...) e foram felizes para sempre!"

Gostava que as pessoas estivessem concientes do que embarcam, quando dizem "sim" ou "aceito" à vida em conjunto que muito em breve se torna impossível, à falta de comunicação que existe pelas mais variadas razões. É difícil, se fosse simples todos fariam 50 anos de casamento, não???

Amar uma pessoa mesmo com todos os defeitos, manias, tiques, etc é um feito...acordar passados 20 anos uma manhã de domingo e abraçar o outro com a nocção de que é ali com aquela pessoa, naquele preciso momento que desejamos estar...isso sim é amor, cumplicidade!

04 abril 2008

Poema japonês


Ah, o passado.
O tempo onde se acumularam
Os dias lentos.


Haiku japonês traduzido por Herberto Helder (1930)

01 abril 2008


Antes que se apodere de mim a tristeza que me invade a alma nesta altura do ano, venho desejar antecipadamente uma semana feliz e desculpa pela ausência, quer fisica quer de conteúdo relevante.

Lágrimas ocultas
Florbela Espanca

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

29 março 2008




O corpo da mulher tem sido ao longo da história da arte, um dos motivos mais utilizados plos artistas. Embora outros temas tenham sido relevantes, sem dúvida alguma que a mulher com as suas curvas mais ou menos acentuadas tê sido uma constante.

Algumas representadas como deusas, santas, tentadoras, quase pérfidas...tanto podem ter uma beleza quase etérea como serem representações do que o ser humano tem encarnado em si...o lado animal, mas claro na pele de mulher.


Ponho-me a pensar muitas vezes no que será que tem o feminino para assustar assim tanto... seremos assim tão boas ou tão más??? Teremos mais instintos assassinos que qq assassino em série (que na maioria dos casos...e aqui vai a grande surpresa...são homens)?

É terrível pensar na mulher como o outro lado do homem, como metade de um todo?


A meu ver, não somos (e sim sou mulher, adoro sê-lo) nem mais nem menos que qq um de vós (homens), nem piores nem melhores...temos os nossos momentos, tal como os homens têm momentos de violência extrema, somos tão capazes de amar e matar como qq "serial killer", temos todos aquele ponto de ebulição que leva qq um de nós a perder as estribeiras, mesmo o mais civil dos seres humanos só à custa de um auto controlo extremo consegue segurar o impulso de dar o murro na mesa e dizer chega... basta de impunidade, falta de carácter...etc


Não é por ser mulher que sou melhor ou pior, não é por ter dois seios que sou mais maternal que um homem que deseja ser pai, não é por pertencer ao sexo feminino que sou mais benevolente com a criminalidade ou a corrupção. Não sou branda, nem em opiniões, nem em atitudes em geral.

Tenho os meus dias de cada parte do leque emocional que condiciona cada um de nós... mulheres e homens.


17 março 2008

A, B, C...

http://www.youtube.com/watch?v=CTqCVJW2qOw&mode=related&search=

Num momento de pausa para o lanche... encontrei o meu alfabeto preferido...é hilariante, viciante, impossível não dar um sorriso perante tamanha ternura

06 março 2008

Com o mundo aos pés

04 março 2008

Dia bom

Um dia, um dia... chego lá!

22 fevereiro 2008

...


Que nenhuma estrela queime o teu perfil

Que nenhum deus se lembre do teu nome

Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro

Livre como o vento e repetido

Como o florir das ondas ordenadas.

(Sophia de Mello Breyner Andersen)

A Censura

(A qualidade da imagem é baixa...eu sei, mas mesmo assim, é só para mostrar o porquê do meu espanto - digam- me lá aonde é que esta imagem é pornográfica.)

Ando chateada com uma coisa...pode parecer miníma (e na verdade é...se tivermos atenção com problemas bem mais graves que muitos passam). Mesmo assim, não posso deixar de aliviar a alma deste peso pluma que me aborrece.

Tenho...bem tinha (porque já não tenho) um perfil aberto num site... o nick, (Lovdesing) não era nada de especial, mas ainda assim era uma forma de mostrar ideias, pensamentos, desenhos, ... whatever

No início da semana...estava eu a descarregar uma imagem e qual não é o meu espanto, quando um (1) segundo a seguir no tempo...vejo-me banida do meu perfil.
Tenho portanto esse perfil bloqueado!

Em posterior contacto com a "equipa de apoio", recebo a fabulosa resposta "(...) o perfil foi bloqueado porque colocou uma imagem de conteúdo pornográfico, (...)", como ainda vou tentando manter alguma ingenuidade em relação a algumas coisas, admito que, (e usando uma expressão mais corrente) o queixo me caiu ao chão - o que restou dessa resposta foi a expressão "conteúdo pornográfico".

Ressoou dentro da minha cabeça... é um desenho meu...ok, ok é de um nú, mas daí a ser pornográfico... acho que falta muito para tal expressão se aplicar, mas ok.

Admitindo que será uma pobre alma que nunca pisou um museu, até concedia que fosse possível ficar "ofendido(a)" com tal conteúdo.
Mas não acredito que assim seja... porque no site em questão, essas mesmas almas que...enfim, catalogaram o meu desenho com aquele "tag absurdo, permitem e sem qq pudor que homens e mulheres tenham como fotos de perfil...(ou seja a 1ª impressão que dão de si mesmos), imagens que fariam corar até as pessoas mais liberais de pensamento, nem cito exemplos porque são por vezes demasiado vergonhosos para sequer serem mencionados.

Permitem que adolescentes com idades de 12, 13, 14 anos tenham fotos que são um perigo para eles, porque nunca temos a certeza do que ou quem está a ver as fotos que colocamos. Quem sabe o que se esconde por trás de um perfil aparentemente inofensivo???

A minha revolta maior tem sido nos contactos posteriores com a tal "equipa de apoio", agora neste último querem que me "comprometa" a não colocar mais imagens de conteúdo semelhante á que me levou a ser bloqueada.

E ainda por cima são censores sem o saberem ser... se querem fazer as coisas pelo menos não sejam hipócritas nem tenham duplos critérios de avaliação... certo???
Tanto quanto sei, no tempo da verdadeira censura, cortavam tudo, não havia meias medidas nenhumas.

Para se ter o "lápis azul" na mão é preciso antes de mais ter juízo e consciência, um verdadeiro sentido de ética, disciplinar a mente para não ter "dois pesos e duas medidas" nas avaliações feitas ao trabalho dos outros.

17 fevereiro 2008

YOU - Caneta 2008

15 fevereiro 2008

The X

"The X marks the spot!"

13 fevereiro 2008

Os cheiros da Primavera

Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje.

(Provérbio Chinês)

10 fevereiro 2008

Carta de uma criança Índigo a um professor


Olá e obrigado por ler a minha carta.

Eu sou aquela criança que normalmente não pára quieta na carteira, e a quem está sempre a dizer para se calar. É que às vezes eu entendo as coisas antes do Senhor acabar de explicar a matéria e se tem de repetir, aborreço-me. Às vezes posso ser muito mal educado ou explosivo para chamar a atenção. Gosto de falar de temas que o senhor "acredita" não serem para a minha idade.

Está sempre a dizer aos meus pais que não consigo aprender, no entanto se alguma coisa me interessa aprendo facilmente, mas quando já tenho conhecimentos suficientes ponho de lado porque me aborreço.

Não contesto a autoridade mas o entendimento e as explicações. Aprendo por imitação, o seu exemplo para mim é muito importante. Segundo o senhor estou sempre a transgredir as normas e a criar outras. Sou esse génio em "potência" que se se concentra-se em algo seria melhor...

Os meus pais levaram-me ao médico e dizem que tenho ADHD, uma coisa chamada Deficiência de Atenção com Hiperactividade, e isso quer dizer que não paro quieto, não posso prestar atenção durante muito tempo, distraio-me facilmente e além disso sou hiperactivo.

O médico queria que eu tomasse Ritalin (a minha mãe recusou ou dizendo que as anfetaminas criam toxicodependentes), então, ela investigou e agora faço coisas que direccionam a minha energia, (desporto, artes marciais, Tai-chi, Yoga) e evita dar-me alimentos com açúcar ou glucose e sinto-me mais calmo.Não gosto que me tratem como uma criança, talvez saiba menos de certas coisas, mas isso não significa que não saiba, estou no meu processo. Dê-me mais tempo para assimilar as coisas, pois aprendo de maneira diferente.
Se eu não aprendo de uma forma tradicional... porque usa sempre a mesma maneira? Quem sabe se fosse um método mais prático?

Estou sempre a perguntar... porquê? Isso não quer dizer que o estou a pôr à prova, tenho somente curiosidade. Se não souber a resposta diga-me. Não seja evasivo, guie-me para eu encontrar a resposta.

Gostaria que me incluísse quando tomasse decisões que me afectam, não sou simplesmente mais um aluno. Gostaria que reconhece-se que sou diferente e não que me classificasse como diferente.

Não sou nem mais nem menos que o senhor. Se me explicasse para que serve o que estudamos e que para conseguir certas coisas preciso de disciplina, reagiria de maneira diferente.
Quando não me conseguir concentrar faça alguma actividade para me distrair: um jogo, música, dança... mas não grite comigo!!! Sei que muitas vezes se desespera na sala de aula, pois nenhum de nós lhe presta atenção.
Já se preocupou em saber o que realmente nos interessa?

Despeço-me com Amor

José Manuel

(este texto foi escrito por José Manuel Piedrafita Moreno, Educador e Índigo Adulto. É livre de usar e divulgá-lo desde que não altere integral ou parcialmente, incluindo os créditos).

Pequenina

... e que tal ser pequenina e ver Paris como a Alice???

09 fevereiro 2008

08 fevereiro 2008

O sabor da perfeição

Ahhh pois...é mesmo assim! Não há cá papas na lingua, ficou perfeito sim senhor, tal como diz o outro: Perfeito, Per-fei-toooo!
Cor: Excelente
Aspecto geral: Excelente
Textura: Fofa, em resumo... Excelente
Sabor: Huuuuummm, deixa-me tirar as migalhas do canto da boca!Excelente

Receita:
- 2 ovos grandes
- 2 cháv chá de açucar
- 3 '' '' '' farinha com fermento
- raspa da casca de uma laranja
- raspa de casca de um limão
- um cheirinho de canela (para quem gosta)
- 1 iogurte natural

Modo de fazer:
- Mistura-se tudo, tend o cuidado de misturar bem cada um dos ingredientes antes de adicionar os outros.
- Colocar a massa numa forma untada e enfarinhada em forno pré-aquecido, por 20m(depende dos fornos) em lume brando.
- Retirar da forma e ... deixar arrefecer, olhem as dores de barriga, o bolo não foge!

Bom apetite!

A quem provou a maravilha...faça o favor de certificar que não estou a faltar à verdade!

06 fevereiro 2008


Não é segredo que um dos designers que mais admiro é Ross Lovegrove (descobri-o acidentalmente), como quase todas as coisas boas na minha vida aparecem assim de forma inesperada.


Comecei a investigar um pouco mais e fui descobrindo umas informações interessantes acerca dele e do trabalho q desenvolve, a forma como trabalha e em certa medida como vê o mundo. "It's been an interesting ride!"


Deixo aqui alguns links...só mesmo para despertar a curiosidade:-) sim sou mazinha, mas pronto... é Carnaval, não me levem a mal!








(Lugar onde me abriguei a meio do almoço por causa de um pequeno aguaceiro)
Passeio revigorante pela serra de Sintra, a manhã foi passada a tentar encontrar um trilho no mato, lá encontrei e pelas 13:21 tirei esta foto enquanto almoçava em cima desta parede.

A imensidão da paisagem que tinha diante dos olhos deixou-me "esmagada", de certa forma mais calma, mais centrada, menos (bastante menos) apegada a coisas que na verdade e bem vistas as coisas não são assim tão importantes.
Fartei-me de ir falando dos "Maias", é estranho que naquele ambiente soava-me bem falar do livro, das personagens...
Passagem obrigatória pela Periquita - está bem, está bem... eu sei que é preciso cuidar da linha, mas também um dia não são dias... afinal também fiz algum exercicío. Andei pelo mato, ainda tenho os ténis sujos para provar :-)
A vista é fantástica, sentir aquele ventinho na cara, sentir calor, apesar de estar frio... foi bom...muito bom mesmo.
O regresso foi bem mais rápido e tranquilo... ainda caminhei mais para cima (castelo dos Mouros) e só depois regressei a Sintra pela estrada.

04 fevereiro 2008

Coisas que me fazem feliz



Analyzing a list of things that have made him happy, graphic designer Stefan Sagmeister realized that almost half of the items were in some way related to design. In this intensely personal talk, he shares the details of some of those moments, and gives props to three artists whose work has had a positive impact on his world. Concluding with some examples of his own work, Sagmeister offers a real insight into his aesthetic and philosophy of work -- and life.

Tradução:
O designer gráfico Stefan Sagmeister analisa uma lista de coisas e feitos que o fizeram feliz e chegou à conclusão de que quase metade dessas coisas estavam relacionadas com o design. Nesta partilha pessoal, ele conta pormenores desses acontecimentos, momentos e objectos. Em conclusão mostra alguns trabalhos dele em que o conceito de felicidade está implicíto, tanto no trabalho como na vida.

Para mim... acho que as listas dele são fantásticas, apesar de não ser a minha área, gosto sempre de ver.

24 janeiro 2008

Adorei a ideia... simples, mas extremamente bem pensada!

18 janeiro 2008

As luzes do entardecer II


Conserva contigo os companheiros idosos, com a alegria de quem recebeu da vida o honroso encargo de reter, junto do coração, as luzes remanescentes do próprio grupo familiar.

Reflete, naqueles que te preservaram a existência ainda frágil, nos panos do berço; nos que te equilibraram os passos primeiros; nos que te afagaram os sonhos da meninice e naqueles outros que te auxiliaram a pronunciar o nome.

Já que atravessaram o caminho de muitos Janeiros, pensa no heroísmo silencioso com que te ensinam a valorizar os tesouros do tempo, nas dificuldades que terão vencido para serem quem são, no suor que lhes alterou as linhas da face e nas lágrimas que lhes alvejaram os cabelos...

E quando, porventura, te mostrem azedume ou desencanto, escuta-lhes a palavra com bondade e paciência...

Não estarão, decerto, a ferir-te e sim provavelmente algo murmurando contra dolorosas recordações de ofensas recebidas, que trancam no peito, a fim de não complicarem os dias dos seres que lhes são especialmente queridos!...

Ama e respeita os companheiros idosos! São eles as vigas que te escoram o tecto da experiência e as bases de que hoje te levantas para seres quem és...

Auxilia-os, quanto puderes, porquanto é possível que, no dia da existência humana, venhas igualmente a conhecer o brilho e a sombra que assinalam, no mundo, a hora do entardecer.


05 janeiro 2008

As luzes do entardecer




Ok, ok...estava com frio, a "bater o dente" na verdade, mas o efeito foi propositado...:-)
Gosto de "brincar" um pouco com efeitos de luz, a ideia surgiu a partir de uma foto "tremida"!