
Ontem comemorou-se em Portugal o 25 de Abril!
Nada mais, nada menos que 34 anos nos separam desse dia em que tanta coisa mudou no Portugal de então, um país de "saloios", governado por outros "saloios", não digo isto com ideia de ofender ninguém, mas a verdade é que durante várias décadas o país de conquistadores, dessa nobre nação que sendo de tamanho muito pequena, deu berço a uma raça (lusos) que chegaram longe.
A mesma raça que Fernando Pessoa acreditava poder tomar posse do 5º Império.
Tenho ainda no cantinho do meu coração a esperança de que se torne realidade.
Mas cada dia que passa vai levando com mais uma brisa que quase apaga essa chama que estremece, tremelica hesitantemente face ao futuro, ainda mais porque não sou propriamente a pessoa mais segura que já se viu.
Eu nasci já na era pós-25 de Abril, mas lembro-me de algumas coisas, vagamente é certo e outras nem me lembro pessoalmente, apenas das referências feitas pelos meus Pais a respeito, da época convulsionada, terrivelmente instável. Portugal, nas palavras do meu Pai, esteve à beira da guerra civil... que diria, não? Para a maioria das pessoas, os tempos pós 25 de Abril, estão tão longínquos como o Vietname de nós, parece que não foi nas ruas de Lisboa que passaram tanques de guerra com soldados, prontos a morrer por uma causa que não a das colónias. Foi sem dúvida uma altura de grandes e pequenas conquistas.
Isso ligando às grandes conquistas leva-me ao tema; as pequenas conquistas!
Todos nós (quero acreditar que são mesmo todos), temos as nossas pequenas "pancadas", "manias", "neuroses" ou que quer que lhe queiramos chamar, portanto não é de estranhar que tenhamos, certos rituais devidos e vamos por acordo chamar manias, no que a mim diz respeito, tenho várias. É verdade!
Uma das coisas incluí alturas e estar pendurada em altura, portanto coisas como rappel, bungie jumping, parapente e afins, não são de todo actividades recreativas, acho fascinante, mas também me amedronta bastante, tiro fotografias, divirto-me tremendamente com isso, mas experimentar... bem digamos que fica sempre "prá próxima".
Desta vez e talvez por ser feriado ou por efectivamente querer dentro de mim ultrapassar uma mania... Não fazer coisas que acho que sou capaz de fazer fisicamente, mas o que me impede é maior que tudo isso - a minha cabeça. Fiz escalada, numa "parede fingida", mas mesmo assim, fiz e quando lá cheguei acima... olhei para baixo e inesperadamente nem senti tonturas, enjoos, nada disso, apenas a sensação boa de pensar para mim que tinha alcançado mais uma etapa. Foi duro fisicamente, desgastante para o corpo (estou toda dorida) músculos que tenho a sensação que não eram usados há anos doem-me, os joelhos com nódoas negras doem-me, mas apesar de tudo estou feliz, o que para os outros é uma pequena conquista, foi para mim uma grande conquista.
(Obrigada P. por me levares e por acreditares que era capaz. Admito que estava convencida que me ia pôr a gritar desalmadamente, mas na verdade foi BRUTAL!)
As grandes conquistas estão dentro de nós, o que fazemos com as experiências que vivenciamos, se aproveitamos ou não no futuro. Aprendi ontem mais uma lição... confiar mais em mim e acreditar, mesmo quando "os velhos do Restelo" que passam dizem "não vais ser capaz!" ou "vais cair!", acreditar e "visualizar" a chegar lá. E só mesmo para me gabar... não fiz uma, nem sequer duas...mas sim 3 (três) vezes a proeza.
Acima de confiança em mim, aprendi também outra coisa importante... não ficar com as pernas dobradas tanto tempo...esticar-me, aproveitar a altura que tenho e esticar o braço, sempre mais além.
Todos nós (quero acreditar que são mesmo todos), temos as nossas pequenas "pancadas", "manias", "neuroses" ou que quer que lhe queiramos chamar, portanto não é de estranhar que tenhamos, certos rituais devidos e vamos por acordo chamar manias, no que a mim diz respeito, tenho várias. É verdade!
Uma das coisas incluí alturas e estar pendurada em altura, portanto coisas como rappel, bungie jumping, parapente e afins, não são de todo actividades recreativas, acho fascinante, mas também me amedronta bastante, tiro fotografias, divirto-me tremendamente com isso, mas experimentar... bem digamos que fica sempre "prá próxima".
Desta vez e talvez por ser feriado ou por efectivamente querer dentro de mim ultrapassar uma mania... Não fazer coisas que acho que sou capaz de fazer fisicamente, mas o que me impede é maior que tudo isso - a minha cabeça. Fiz escalada, numa "parede fingida", mas mesmo assim, fiz e quando lá cheguei acima... olhei para baixo e inesperadamente nem senti tonturas, enjoos, nada disso, apenas a sensação boa de pensar para mim que tinha alcançado mais uma etapa. Foi duro fisicamente, desgastante para o corpo (estou toda dorida) músculos que tenho a sensação que não eram usados há anos doem-me, os joelhos com nódoas negras doem-me, mas apesar de tudo estou feliz, o que para os outros é uma pequena conquista, foi para mim uma grande conquista.
(Obrigada P. por me levares e por acreditares que era capaz. Admito que estava convencida que me ia pôr a gritar desalmadamente, mas na verdade foi BRUTAL!)
As grandes conquistas estão dentro de nós, o que fazemos com as experiências que vivenciamos, se aproveitamos ou não no futuro. Aprendi ontem mais uma lição... confiar mais em mim e acreditar, mesmo quando "os velhos do Restelo" que passam dizem "não vais ser capaz!" ou "vais cair!", acreditar e "visualizar" a chegar lá. E só mesmo para me gabar... não fiz uma, nem sequer duas...mas sim 3 (três) vezes a proeza.
Acima de confiança em mim, aprendi também outra coisa importante... não ficar com as pernas dobradas tanto tempo...esticar-me, aproveitar a altura que tenho e esticar o braço, sempre mais além.
