
Eiiii, estou de volta!
Hoje trago um tema profundo (acho eu). O medo de cometer erros e saber lidar com as consequências das acções que tomamos todos os dias.
Não sou muito religiosa (tenho algumas convicções em relação ao assunto), no entanto acredito piamente num dos aspectos que me foi impingido "religiosamente" semana após semana nas aulas de catecismo quando era miúda... o LIVRE ARBITRÍO!
Este pequeno palavrão significa em traços largos para mim uma das maiores liberdades e também das maiores responsabilidades que todos temos enquanto humanos... a capacidade de decidir o que queremos fazer em vários momentos da nossa vida. Aliás, se pensar bem no assunto, a verdade é que todos os dias esta acção é posta em movimento, senão vejamos:
- levantar imediatamente quando o despertador toca ou ficar na cama mais 5m, que no meu caso se costumam prolongar por mais 15 a 30m (na maioria dos casos), sabendo de antemão que isso me fará atrasar e terei de andar feita barata tonta, o que trás por consequência inevitavelmente esquecimentos parvos.
- comer cereais light ou aquelas bolachas com chocolate (muito feminino) "one minute in the mouth, a lifetime in the tighs"
- a camisa branca ou a t-shirt azul???
- ténis ou sandálias com um pouco de salto, que inevitavelmente me farão arrepender da escolha...
- mandar aquele mail a um amigo com quem não se fala há tanto tempo ou telefonar
Enfim todo um sem número de pequenas decisões que derivam inevitavelmente desta condicionante de vida - livre escolha!
Mas, se bem que seja bom poder escolher, ter a possibilidade de o fazer (na medida do que nos é permitido), acarreta também uma grande responsabilidade - as consequências de cada decisão!
Na maioria dos casos de somenos importância (não me pesa horrivelmente na consciência um bombom ou até a bomba calórica que é o meu ponto fraco - donuts), no entanto algumas implicam ou deveriam implicar uma aturada reflexão sobre os assuntos antes de decidir.
- beber ou não num jantar se a seguir vamos conduzir
- dar ou não o número de telefone a algumas pessoas que ainda não conhecemos bem e não sabemos se são de confiança, enfim...
No que a mim me diz respeito sempre fui e continuo a ser impulsiva, reajo muito a quente e faço aquilo que muitas vezes chamam de "tempestade num copo de água", no entanto, outras vezes sou tão ponderada e penso tanto nas coisas que, chego a ver cenários reais relacionados com o problema que se me depara. Chego a fazer frente a argumentos dignos de Hitchcock!Se isso é bom... não sei, muitas vezes racionalizo tanto as emoções que acabo por perder o que de bom elas podem ter num determinado momento.
Tenho tanto receio de errar, não tanto por ter de lidar com a inevitáveis consequências, mas sim porque detesto errar, detesto realmente ser chamada à atenção por um erro, sempre tive verdadeiro ódio às expressões "não te avisei???" "deverias ter ouvido a minha opinião!"
Portanto a minha questão é quando deixar de ter medo dos erros e das consequências que as acções podem ter???
Nota: As imagens constantes no post foram retiradas da net.
