17 janeiro 2010

Lá do fundo da alma...

Epá, o meu suposto mau feitio é por vezes tema de conversa com amigos e não só e dou-me conta que sou na verdade muito "respondona". Tenho dificuldade em manter-me calada perante certas situações (que aliás foi uma das razões que motivou o aparecimento do blog), no entanto existem coisas que são tão vergonhosamente toleradas ou ignoradas com desprezo e eu não sou capaz de o fazer. Porquê??? Sei lá... porquê.

Ontem mais uma vez, desloquei-me em transportes públicos e dou-me conta no período de espera que por vezes os "cromos", sim aqueles exemplares masculinos e femininos que encarnam epítetos ou de mau gosto, maus hábitos, andam mais disfarçados.
Um senhor com muito bom aspecto na casa dos trintas, arranjadito, aspecto de quem toma banho todos os dias e tal, tem uma atitude que no mínimo dos mínimos se caracteriza por nojenta. Entre uma inspiração e outra, puxa do fundo da alma daquela "gosma", respira, volta a puxar e expele com toda a força o resultado viscoso do seu desassossego interior para o chão.
Pois...
E no desassossego da minha alma perante tal cena o que saiu alto e bom som foi: "QUE NOJO!!!"

Lembrou-me que os cromos que dantes andavam de sapatos de biqueira com um pouco de salto, ginga de pintas, unha do mindinho mais comprida para melhor alcançar os refegos da orelha/ nariz, cabelo encerado, colar de ouro grosso que mais parece uma corrente de burro e bigodinho, enfim a imagem típica da qual até se espera que saia semelhante coisa, agora anda de fatinho, unhas cortadas, cabelo idem, no entanto... a cromice está lá, disfarçada é certo porém facilmente detectado.