14 janeiro 2010

Lá está...

Para todos os que que como eu são teimosos (as) ou antes "persistentes" e "determinados (as)", fica aqui mais um exemplo de uma publicidade imaginativa e que certamente porá um sorriso nos rostos.

Made in...Portugal


Ontem de manhã, entre os encontrões naturais dos transportes públicos, dei por mim a ler. E para mais ler o o jornal gratuito.
Uma das noticias fez-me esboçar um sorriso... afinal Portugal também tem os seus emblemas de "made in" bem estabelecidos.
Foi em tempos o vinho do Porto, o azeite português, a cortiça portuguesa (lendária na indústria vinhateira internacional), a flor de sal com prémio de prestígio em 2006 e tudo e... a sardinha.

A nossa sardinha (que de nossa não tem nada), visto ser pescada em águas internacionais, mas é do conhecimento comum que a a indústria de enlatados desta maravilha (que a meu ver se quer fresca e de preferência a saltar direitinha da grelha para uma bela fatia de pão), é vista como uma iguaria "gourmet" e a faz-se pagar como tal.

Pois é, agora a sardinha vai ter uma etiqueta azul, que ao que parece certifica que foi pescada sem levar a espécie à extinção, procurando "planear a sua sustentabilidade e durabilidade enquanto recurso".
Acho tudo isto muito bonito e muito interessante, mas também acredito que já faltou mais para termos viveiros de sardinhas tais como os de truta e outros que tais.

Mas fora a componente "alimentação", há que pensar que afinal a imagem que os outros países têm de Portugal não é de coitadinhos, mas de um povo que desperdiça o potencial que tem para ser muito mais envolvido e desenvolvido.
Ainda há muitos vivem no espiríto da ditadura, em que "ninguém queria chatices", em que baixar a cabeça e dar licença aos outros, mesmo que isso implique ser abertamente prejudicado perdura como um estigma. Acho que vivemos todos (como povo), a nossa vida sempre como a sardinha em lata, apertados uns contra os outros, desagradados com essa proximidade, mas sem a capacidade de chegar para lá os incómodos.

Deveriamos todos ser obrigados a tirar de vez os espinhos das feridas mesmo que doesse e deixar sarar... seguir em frente!