03 outubro 2010

Monty Python - Always Look On The Bright Side Of Life

Some things in life are bad
They can really make you mad

Other things just make you swear and curse
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best

And...
...always look on the bright side of life {whistle}
Always look on the light side of life {whistle}


If life seems jolly rotten
There's something you've forgotten
And that's to laugh and smile and dance and sing
When you're feeling in the dumps
Don't be silly chumps

Just purse your lips and whistle - that's the thing
And... always look on the bright side of life {whistle}
Come on
Always look on the bright side of life {whistle}


For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow
Forget about your sin - give the audience a grin
Enjoy it - it's your last chance anyhow

So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath
Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true

You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go

19 julho 2010

A comer... ou a darem a comer

Na passada 6ªfeira, dia 16/07/2010 estive a apreciar na televisão um dos meus programas preferidos, nas poucas vezes que pude assistir com a devida calma - 5 para a meia-noite.
Apresentado por Luis Filipe Borges (vulgo boinas, da Revolta os Pasteís de Nata).

Desta vez o 1º convidado, foi o J.P. Simões - (Belle Chase Hotel), que quando questionado sobre o mundo da televisão hoje em dia, deu a seguinte resposta em traços gerais - «O mundo da televisão, vive num "star system" próprio e fecha-se em si mesma. Tudo o que lá vive orbita numa espécie de autismo lélé!!!»

Nesta sequência deu-me vontade de perguntar... mas afinal andamos a comer gelados com a testa?

Roger Moreira - Ultraje a Rigor (vocalista) em 1985 - Nada a declarar (snapshot retirada do vídeo oficial) retirado do Youtube a 19/07/2010

Será que somos todos uma cambada de ignorantes, sem capacidade de ver o que está diante dos olhos de qualquer pessoa mais atenta, ou estaremos num tempo em que as pessoas pura e simplesmente se absteêm de perceber... de protestar. Seguem de cabeça baixa, qual carneiros a caminho do matadouro, balindo de quando em vez, mas ainda assim, sem qualquer sinal de revolta real?

Vale mesmo a pena fazer valer os direitos que temos???

04 julho 2010

O inesperado

A vida leva-nos por vezes por caminhos pelos quais não estavámos à espera e/ou procurávamos. No entanto como tudo na vida, o inesperado é sempre estranho, mas como diria o outro... "primeiro estranha-se depois entranha-se!", e se no início existem algumas resistências, a promessa de um futuro escreve no caminho algo diferente, algo que nunca se pensou.

Sentir, sorrir, saborear coisas diferentes ou de forma diferente é assustador (pelo menos para mim), numa primeira abordagem. Tal como sempre, tento encarar tudo com um sorriso, portanto... espero que me esperem muitos sorrisos, muitos sabores (alguns amargos outros bem doces), muitas sensações.



Every hour of every day I'm learning more
The more I learn, the less I know about before
The less I know, the more I want to look around
Digging deep for clues on higher ground

Moon and stars sit way up high
Earth and trees beneath them lie
The wind blows fragant lullaby
To cool the night for you and I

On the wind the birds fly free
Leviathan tames angry sea
The flower waits for honeybee
Leviathan tames angry sea
The flower waits for honeybee
The sunrise wakes new life in me

Every hour of every day I'm learning more
The more I learn, the less I know about before
The less I know, the more I want to look around
Digging deep for clues on higher ground

The fishes swim while rivers run
Through fields to feast my eyes upon
Intoxicated drinking from
The loving cup of burning sun

In dreams I'll crave familiar taste
Of whispered rain on weary face
Of kisses sweet and warm embrace
Another time another place

And every hour of every day I'm learning more
The more I learn, the less I know about before
The less I know, the more I want to look around
Digging deep for clues on higher ground

26 junho 2010

Medo de errar!



Eiiii, estou de volta!

Hoje trago um tema profundo (acho eu). O medo de cometer erros e saber lidar com as consequências das acções que tomamos todos os dias.

Não sou muito religiosa (tenho algumas convicções em relação ao assunto), no entanto acredito piamente num dos aspectos que me foi impingido "religiosamente" semana após semana nas aulas de catecismo quando era miúda... o LIVRE ARBITRÍO!

Este pequeno palavrão significa em traços largos para mim uma das maiores liberdades e também das maiores responsabilidades que todos temos enquanto humanos... a capacidade de decidir o que queremos fazer em vários momentos da nossa vida. Aliás, se pensar bem no assunto, a verdade é que todos os dias esta acção é posta em movimento, senão vejamos:
- levantar imediatamente quando o despertador toca ou ficar na cama mais 5m, que no meu caso se costumam prolongar por mais 15 a 30m (na maioria dos casos), sabendo de antemão que isso me fará atrasar e terei de andar feita barata tonta, o que trás por consequência inevitavelmente esquecimentos parvos.
- comer cereais light ou aquelas bolachas com chocolate (muito feminino) "one minute in the mouth, a lifetime in the tighs"
- a camisa branca ou a t-shirt azul???
- ténis ou sandálias com um pouco de salto, que inevitavelmente me farão arrepender da escolha...
- mandar aquele mail a um amigo com quem não se fala há tanto tempo ou telefonar

Enfim todo um sem número de pequenas decisões que derivam inevitavelmente desta condicionante de vida - livre escolha!
Mas, se bem que seja bom poder escolher, ter a possibilidade de o fazer (na medida do que nos é permitido), acarreta também uma grande responsabilidade - as consequências de cada decisão!
Na maioria dos casos de somenos importância (não me pesa horrivelmente na consciência um bombom ou até a bomba calórica que é o meu ponto fraco - donuts), no entanto algumas implicam ou deveriam implicar uma aturada reflexão sobre os assuntos antes de decidir.
- beber ou não num jantar se a seguir vamos conduzir
- dar ou não o número de telefone a algumas pessoas que ainda não conhecemos bem e não sabemos se são de confiança, enfim...

No que a mim me diz respeito sempre fui e continuo a ser impulsiva, reajo muito a quente e faço aquilo que muitas vezes chamam de "tempestade num copo de água", no entanto, outras vezes sou tão ponderada e penso tanto nas coisas que, chego a ver cenários reais relacionados com o problema que se me depara. Chego a fazer frente a argumentos dignos de Hitchcock!

Se isso é bom... não sei, muitas vezes racionalizo tanto as emoções que acabo por perder o que de bom elas podem ter num determinado momento.
Tenho tanto receio de errar, não tanto por ter de lidar com a inevitáveis consequências, mas sim porque detesto errar, detesto realmente ser chamada à atenção por um erro, sempre tive verdadeiro ódio às expressões "não te avisei???" "deverias ter ouvido a minha opinião!"

Portanto a minha questão é quando deixar de ter medo dos erros e das consequências que as acções podem ter???
Nota: As imagens constantes no post foram retiradas da net.

22 abril 2010

Esta é uma daquelas que apetece ouvir de vez em quando. Permite mandar tudo para o ar e simplesmente gritar... "Não, não me apetece seguir as regras!"

21 abril 2010

Ver

Sempre observei o mundo de uma forma muito particular. Talvez por natureza mas também muito motivada pela educação que tive.

Ter a capacidade de ver o mundo pelos olhos e a perspectiva de outros é uma mais valia. Nos dias que me correm acho que ainda mais, estas novas aprendizagens, estes novos modelos de comportamentos e atitudes têm produzido algumas mudanças na minha cabeça. Esperemos que para melhor! loooooooooool

16 abril 2010

Com contornos dramáticos!

Retorno após algum tempo de ausência de posts, se bem que sempre atenta.

Andei entretida com o bom tempo, aliás até retirei as camisolas de inverno das gavetas, troquei pelas t-shirts... esperançada de que iria começar a andar menos "enchouriçada" de roupa. Vã esperança!!!

Vejo-me na contingência de retornar à roupa quente. Ando com frio e fico (ainda mais) mal disposta com o dito. A tromba retorna em todo o seu esplendor, fazendo "pandam" com o tempo lá fora!

Venha lá a Primavera e calor de uma vez... tanta roupa bonita que tenho de verão e não há maneira de usar.

Eu sei, eu sei... isto não é importante, tenho de relativizar, mas a situação está a tomar contornos demasiados "dramáticos" para mim pessoalmente. Começo a ver o fundo à gaveta de roupa interior e isso incomoda-me profundamente. Já sei que algumas pessoas só mudam de roupa de semana a semana mas, lamentavelmente não aderi ao clube.

Espero que o mau tempo comece definitivamente a alternar um pouco pelo menos para se poder estender roupa com alguma segurança de que a dita seca.

12 março 2010

Familia feliz


Era uma vez uma familia feliz, pai, mãe, e três felizes rebentos. Sempre felizes, sempre sorridentes.
Andaram separados, a mãe para um lado, o pai para outro e cada um dos rebentos, infelizes, sem a presença dos que mais queriam. Até que... se encontraram! Tal foi a alegria do reencontro que decidiram partilhá-la com todos.
Assim foi, após esse feliz reencontro, tivemos 5 dias seguidos de sol, sem que lágrimas de tristeza permitissem perturbar uma tão feliz familia.


Estou inclinada a acreditar em forças superiores que tiveram pena de todos nós, que andamos com roupa a cheirar a mofo à semanas, porque não a podemos estender ao ar livre. Estes dias deram-me mais vontade de sair de casa, mesmo com frio do que em todo o Inverno.
Dou por mim, a desejar que existisse alguma lei de proibição a saidas de casa.
Ainda me recordo do último inverno tão rigoroso em termos de chuva... 1997. Mas sinceramente, com as coisas más que aconteceram na altura, bem desejava esquecer-me.

Estavam à espera de quê??? Bolinhos?

11 março 2010

Cranberries - 20 years

"É por estas e por outras que me sinto velha!!!", digo muitas vezes. Já nem tanto quanto isso, mas mesmo assim, ainda sai. Vinte... VINTE anos se passaram desde a fundação do grupo.
Ontem à noite era uma entre os milhares que foram assistir ao concerto dos Cranberries no Campo Pequeno.
O grupo continua excelente, a harmonia de som entre a voz da Dolores O'Riordan (que correu, pulou, cantou e encantou), a guitarra do Noel Hogan (que estava quase irreconhecível com a barba à "Che", no baixo o Mike Hogan (como sempre) e na bateria o Fergal Lawler (visivelmente cansado no fim do espetáculo) contribuiram significativamente para um noite muito divertida.
Não continuam na mesma, estão mais velhos, (tal como todos nós), mas ainda assim foi brilhante. A presença em palco da Dolores continua vibrante como é seu apanágio. Fez-em gritar a plenos pulmões logo na abertura do concerto com o Analyse entre outras.

Entre as coisas normais de concertos, apertões, pisadelas, cotoveladas, (fiz uma boa escolha em levar botas rasas e rijas), salvaram-me os pés de se tornarem panquecas.

No entanto fiz uma outra descoberta... o grupo que fez a 1ª parte... OUTSIDE ROYALTY - ah, pois é meus amigos, os meninos "dão-lhe com fé!"
Não conhecia, mas fiquei tão agradavelmente surprendida que acabei a comprar o CD deles no fim do concerto e claro... t-shirt comemorativa do concerto. Uma vez não são vezes... e também são poucas as ocasiões em que faço umas "loucuras" destas.

Pequeno reparo à equipa técnica... a parte do som não estava lá dessas coisas. Mas se calhar a acústica também não seria das melhores. Outro reparo, mas mais prático... wc's, meus caros senhores (da direcção do Campo Pequeno), cá em baixo também dá algum jeito. Ter de subir às galerias e bem lá em cima (diga-se em abono da verdade), é um bocadinho aborrecido.

No contexto geral e aparte dos reparos, diverti-me, a companhia, certamente ajudou à festa e mais uma noite que fica na memória.

10 março 2010

Dois... número mágico

(imagem de: Daniel Cestari)

Dois... número mágico, o dois parece um cisne, é elegante, denuncia ideias românticas, passeios de mão dada, beijos, carinho e coisa e tal.
POIS!!!

Também é prenúncio de dias de sol, com dois dias seguidos de sol, até já se vê pessoas a sorrir. Como é que o sol por se fazer de caro e mal ter brilhado este Inverno, tem o condão de colocar sorrisos nas caras até dos mais empedernidos dos corações.
Até eu... que ando sempre com a famosa "tromba", dou por mim a olhar o céu e a sorrir como se estivesse a ver um pote de ouro no fim do arco-íris.
Venha a Primavera, ou pelo menos que não chova tanto.

Por incrível que pareça o meu chapéu de chuva que já tinha feito nada mais nada menos que 4 Invernos, vai ter um final triste, a vareta central está torta de tanto vento e esforço para o manter direito... pois é, poucas vezes me lembro de ter um chapéu de chuva estragado (dos grandes e bons).
De um verde bonito com remate colorido, tem sido companhia quase diária. Quero um chapéu igual... BUÁÁÁÁ!!!

04 março 2010

Tenho inveja da Morticia Adams


Estou farta, fartinha, mas mesmo, mesmo, mesmo fartinha de chuva, de chegar a casa com os pés molhados, de ter as paredes húmidas, de não poder estender roupa porque nunca sei como vai estar o tempo nas 2h seguintes.

Um dia destes acho que dou por mim a tirar musgo atrás das orelhas com tanta humidade.
Como diz uma amiga minha... "(...)até parece que estamos no Shire do Senhor dos Aneís!"

Venha algum sol para nos animar, ando tão pálida que até já a Morticia Adams me faz inveja com o "estonteante" bronzeado.

22 fevereiro 2010


A vida é confusa, nós humanos somos confusos! Complicamos até as situações mais simples. Porquê?

Não faço ideia, talvez por necessitarmos de algum tipo de regra, que explique o porquê ou porque não das situações pelas quais passamos dia a dia.
Reparo que as pessoas olham e miram tudo, tentam exercer algum tipo de controlo sobre coisas que não o têm.
Exemplos???

O tempo, por exemplo... a necessidade que todos temos de controlar o tempo, de ordenar a vida, dentro de blocos temporais a que chamamos, segundos, que por sua vez se encaixam em minutos, horas, dias, meses, anos, décadas e por aí fora.

O tempo passa inevitavelmente e a simulação que nós temos dos tais blocos, nem sempre batem certo, porque se observarmos bem, por vezes temos aquela sensação de que o tempo passou muito rápido, ou muito devagar. Portanto o tal conceito de blocos horários são apenas relativos.

21 fevereiro 2010



Porque é que ainda me choco?

31 janeiro 2010

Do lado inverso

Como o nome do blog indica... ver o mundo de outra forma é um dos meus atributos. Para quem falou mesmo comigo nos últimos dias tenho andado um pouco mais "acelerada" que o costume, com vontade de rebentar a bolha.

Como dizia a minha Mãe, "dá-te forte, mas passa-te rápido!" e é bem verdade, tenho grandes fúrias, que não são mais que bolas de sabão a rebentar no ar para descomprimir.
Não faz parta da minha natureza ser má... posso ser bruta, responder torto por vezes quando estou mais enervada, mas arrependo-me no segundo a seguir.
Depois de "macerar" e acordar a ouvir esta música, vi as coisas sob o outro ponto de vista... o espectro do espelho.
Seria injusto da minha parte, não tentar pelo menos, ver como é o mundo da perspectiva das outras pessoas.

Esta música (que muita gente não gosta), e sim até pode ser foleira para alguns... a mim transmite-me uma boa onda, sinto-me bem quando a oiço, lembra-me que existe sempre outro lado, mais ou menos positivo. E por estranho que pareça, ver o mundo da perspectiva oposta à nossa pode ser muito benéfico e quem sabe até... aprender coisas novas.



Não vou dar grandes explicações, apenas dizer que estou mais disposta a aceitar a perspectiva dos outros. Porque a bem da verdade, também sei que irrito, enervo e ultrapasso por vezes as fronteiras da razonabilidade com a minha maneira de ser. Nada como ser justa e entender que os outros também têm esse direito.

Com um verdadeiro e genuíno sorriso no rosto, vou aproveitar para apanhar ar... respirar fundo, molhar os pés na água fria e não ser nem má nem boa, apenas SER e estar viva.

30 janeiro 2010

Comemorando o fim de mais uma semana e começo de outra... que espero menos stressante. Uma saída à noite teria feito maravilhas para recuperar o meu estado normal. Vou ter de me conformar com o programa habitual... ler/ ver filme(s), gata no colo e mantinha nas pernas.

Bom fim de semana a todos(as).

29 janeiro 2010

Dás-me cabo da cabeça - You spin me right round

Hoje... muito cansada (não tanto de corpo, mas mais de cabeça), vou-me escapar a escrever o que na verdade me apetece. Vou "macerar" e filtrar informação para depois ser debitada com a norma e qualidade que tento manter.

Deixo uma música pra acalmar/ fazer rir/ ou não... e como resumo do meu dia.
Apesar de ser refilona e após despejar um pouco a neura, tento ser cuidadosa nas avaliações que faço, porque a injustiça também, me é penosa aceitar.
A música serve como uma forma de terapia para me rir de algo menos positivo.

26 janeiro 2010

Ok, o post anterior foi um bocadito (nadica de nada) exagerado... pra colmatar agora vai uma coisinha mais doce. Sim é pop, sim, certamente não vai passar do 1º disco, mas esta agrada-me.

Portanto... se o medo ou a sensação de que algo não está bem persistirem, é porque não está mesmo! Atenção! Estar atento/a, não significa ser paranoíco, apenas ter a nocção do que se passa à volta!


(imagem retirada do site da FNAC)

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Ainda vem longe... eu sei, mas seria um presente de aniversário muito bom.

24 janeiro 2010

Das duas uma...


Tenho recebido mails, de pessoas que vêem o meu blog, mas que por qualquer razão não deixam os comentários. Resolvem antes mandar mail a objectar a minha forma de ver o mundo ou a forma "agressiva" como exponho as situações.

Antes de mais... peço desculpa por qualquer incoveniente causado, não é de forma nenhuma objectivo meu, ofender sensibilidades. No entanto, também não tenho sido ofensiva ou sequer mal educada.

Em relação a um post, sobre uma determinada campanha publicitária, com um conhecido personagem da nossa praça (que tal como muitos outros se tornou famoso, sem que eu percebesse muito bem porquê), foi realmente o mais susceptível de causar qualquer tipo de reacções desagradadas... e causou mesmo.

No entanto, tenho direito a achar que a mim pessoalmente o sr não agrada, (sem nada a ver com a inteligência dele) que certamente será alguma, mas não pode ficar chateado pq se aceita ser "cara" de uma campanha que o expõe ao rídiculo... é normal que os restantes cidadãos/ãs emitam opiniões menos agradáveis.

E independentemente da "achega à minha cultura geral" que me foi apresentada por algum/ma cidadão/ã descontente... a minha resposta é: TEMOS PENA!

Nunca gostei do aspecto físico do sr, tenho todo o respeito, mas certamente que ele não encarna a imagem de homem atraente (e ao que me tem sido dado a conhecer, nem de muita gente). Além de que apresentei fundamentos razoáveis ao meu descontentamento pessoal. Nunca achei bigodes sensuais (a não ser claro em gatos), poses de pseudo-machismo, têm por norma em mim o efeito oposto ao pretendido. Resumindo... como foi citado acima, temos pena se agrada apenas a "estrangeiras" que vêm ao Algarve em busca de quem as aprecie (e fazem muito bem), mas nem todas as mulheres têm de achar o dito senhor a dádiva da natureza às mulheres.

Admito que tenho alguns problemas em aceitar critícas, especialmente se forem apenas "diarreia verbal" sem qualquer fundamento ou coerência. No entanto... sou razoável e aceito as criticas bem expostas e construtivas. Portanto... das duas uma... ou escrevem comentários razoáveis mesmo que não concordem com a minha opinião (acho muito bem, se pensássemos todos da mesma forma, éramos carneiros), ou então façam como a minha avó recomendava...

"Se não tens nada agradável ou construtivo para dizer... mantêm a boca fechada!"

(trabalho meu que resultou à uns anos no bloqueio e posterior exclusão de um site).
A censura hipócrita e sem sentido irrita-me!

23 janeiro 2010

Eu queria...


Andava eu a dar uma volta aqui na net e deparei com um blog, como sou curiosa por natureza, dei uma espreitadela mais atenta. Se bem que algumas de nós são aproximações chatas, há na verdade uma grande maioria que tem ideias engraçadas e um sentido de humor fantástico. E foi isso que encontrei.
Textos bem redigidos, ideias claras, dipersas (como é nosso apanágio - pensar em 40 000 coisas ao mesmo tempo), mas um dos posts fez-me impressão... daquela de tocar cá no fundo.

Contactei a autora e pedi autorização para o colocar aqui, não porque tivesse falta de assunto, mas porque achei a ideia dela mais interessante que a minha.
E delicadamente recebi a resposta que sim, que podia, até porque a história citada tinha-lhe sido enviada por e-mail anónimo.
Assim sendo aqui vai a história (no final do texto será colocado o link para o blog do qual retirei a história.)

Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redacção sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles...
Ao fim da tarde, quando corrigia as redacções, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido que, nesse momento acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou: - 'O que é que aconteceu?'

Ela respondeu: - 'Lê isto.'(Era a redacção de um aluno.)

"Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor. Quero ocupar o lugar dele. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta... Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.. E ainda, que os meus irmãos lutem e se batam para estar comigo.. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.
Senhor, não te peço muito...Só quero viver o que vive qualquer televisor."


Naquele momento, o marido de Ana Maria disse: - 'Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais!'

E ela olhou-o e respondeu: - 'Essa redacção é do nosso filho.'

19 janeiro 2010

Antes e depois

A lingua portuguesa, dizem alguns é muito traiçoeira!
As palavras por vezes mal pronunciadas podem por vezes adquirir significados brejeiros, com dois e três sentidos diferentes..a maioria deles bem difíceis de conter o sorriso.

Mas eu gosto bastante da minha lingua materna, é cheia de significado, apoia-se muitas vezes na cultura popular para reforçar uma ideia e/ou raciocínio.
Gosto da forma, como a boca é obrigada a movimentos para abrir as vogais ou as consoantes.
Também tenho um estranho orgulho no facto de os portugueses no geral, terem uma grande facilidade na aprendizagem de outros idiomas.
Tenho pena que tantos estrangeirismos poluam o português e muitas vezes da pior forma. Não raras ocasiões dou por mim a usar esses mesmos estrangeirismos (pelo menos alguns mais correntes), e depois penso... "Bolas! Escapou-se-me outra vez!"
Por hoje deixo uma música que não sendo "grande" ou com uma letra genial, resume muito do pensamento das pessoas da minha geração. Ainda não somos "cotas" e gostamos de um ritmo bom, mas já não somos "putos inconcientes" e fazemos questão de o mostrar.

18 janeiro 2010

Genial

"Suspeito que a maioria das pessoas envelhece sem ter crescido e que dentro de cada adulto (por vezes não muito fundo), há um fedelho caprichoso."

Bill Waterson ("pai" de Calvin &Hobbes)

17 janeiro 2010

Lá do fundo da alma...

Epá, o meu suposto mau feitio é por vezes tema de conversa com amigos e não só e dou-me conta que sou na verdade muito "respondona". Tenho dificuldade em manter-me calada perante certas situações (que aliás foi uma das razões que motivou o aparecimento do blog), no entanto existem coisas que são tão vergonhosamente toleradas ou ignoradas com desprezo e eu não sou capaz de o fazer. Porquê??? Sei lá... porquê.

Ontem mais uma vez, desloquei-me em transportes públicos e dou-me conta no período de espera que por vezes os "cromos", sim aqueles exemplares masculinos e femininos que encarnam epítetos ou de mau gosto, maus hábitos, andam mais disfarçados.
Um senhor com muito bom aspecto na casa dos trintas, arranjadito, aspecto de quem toma banho todos os dias e tal, tem uma atitude que no mínimo dos mínimos se caracteriza por nojenta. Entre uma inspiração e outra, puxa do fundo da alma daquela "gosma", respira, volta a puxar e expele com toda a força o resultado viscoso do seu desassossego interior para o chão.
Pois...
E no desassossego da minha alma perante tal cena o que saiu alto e bom som foi: "QUE NOJO!!!"

Lembrou-me que os cromos que dantes andavam de sapatos de biqueira com um pouco de salto, ginga de pintas, unha do mindinho mais comprida para melhor alcançar os refegos da orelha/ nariz, cabelo encerado, colar de ouro grosso que mais parece uma corrente de burro e bigodinho, enfim a imagem típica da qual até se espera que saia semelhante coisa, agora anda de fatinho, unhas cortadas, cabelo idem, no entanto... a cromice está lá, disfarçada é certo porém facilmente detectado.

16 janeiro 2010

Mais um tesourinho deprimente da publicidade

Quando me deparei com esta publicidade nas paragens de transportes públicos, o que me ocorreu primeiro foi MEEEEEEEEE DOOOOOOOOO! E a resposta à pergunta do cartaz... NÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!

Para além da imagem ser absolutamente horrenda, o bigode de carácter no mínimo duvidoso, a pose... dúbia e horror dos horrores o roupão semi-aberto. Felizmente alguém piedoso (o meu sincero obrigada à alma caridosa), teve o bom senso de tapar o resto, ainda assim... volto a dizer MEEEEEEEE DOOOOOOOO.
Pronto, confesso que se eu não tivesse já um Inglês bastante aceitável me iria inscrever na dita escola... no entanto também me faria pensar, porque vejamos:
- A publicidade cita o dito personagem como tendo um inglês "macarrónico"
- Ora se os criativos o foram buscar, e ao que sei (ele de borla não trabalha), então quem se inscrever na dita escola como forma de evitar a semelhança com o dito personagem, está no fundo a pagar (e certamente não é pouco), ao dito sr.

Portanto... e resumindo é o que eu chamo "win - win situation", que é como quem diz "ele saí sempre a ganhar"!

15 janeiro 2010

Porquê e porque não???


(imagem retirada da net)

Hoje tal como de costume nos últimos tempos, apanhei com chuva a caminho de casa... já me começa a aborrecer um nadinha a persistência desta chuva que não abranda. Mas, pelo menos uma coisa melhorou - o frio.
No entanto e aparte do pequeno pormenor de chegar a casa com as pernas molhadas, dei-me conta de uma coisa que me fez lembrar uma pergunta que me fizeram à uns tempos: Porque inclinas a cabeça e olhas para o chão quando chove???

É verdade, tal como a maioria das pessoas, inclino a cabeça e olho para o chão quando apanho com chuva em cima.
Porquê? Não me vou molhar menos, (e já apanhei com grandes chuvadas em cima), não vou encolher (atendendo às acima citadas chuvadas, nunca fiquei mais pequena, muito pelo contrário).
A única explicação que encontrei (e mesmo assim não é bem válida - nem mesmo para mim), é que cá não está calor, porque se estivesse num país com muito calor, não me importaria nem um pouco com a chuva e andaria de cara erguida, enfrentando a chuva com o mesmo prazer com que encaro um dia de sol.
E a verdade é que sinto algum prazer em apanhar com chuva em cima, talvez por isso saia de casa tanta vez sem chapéu, mesmo sabendo que o mais certo é arrepender-me da decisão.
No entanto... continuo a detestar o vento!!!

14 janeiro 2010

Lá está...

Para todos os que que como eu são teimosos (as) ou antes "persistentes" e "determinados (as)", fica aqui mais um exemplo de uma publicidade imaginativa e que certamente porá um sorriso nos rostos.

Made in...Portugal


Ontem de manhã, entre os encontrões naturais dos transportes públicos, dei por mim a ler. E para mais ler o o jornal gratuito.
Uma das noticias fez-me esboçar um sorriso... afinal Portugal também tem os seus emblemas de "made in" bem estabelecidos.
Foi em tempos o vinho do Porto, o azeite português, a cortiça portuguesa (lendária na indústria vinhateira internacional), a flor de sal com prémio de prestígio em 2006 e tudo e... a sardinha.

A nossa sardinha (que de nossa não tem nada), visto ser pescada em águas internacionais, mas é do conhecimento comum que a a indústria de enlatados desta maravilha (que a meu ver se quer fresca e de preferência a saltar direitinha da grelha para uma bela fatia de pão), é vista como uma iguaria "gourmet" e a faz-se pagar como tal.

Pois é, agora a sardinha vai ter uma etiqueta azul, que ao que parece certifica que foi pescada sem levar a espécie à extinção, procurando "planear a sua sustentabilidade e durabilidade enquanto recurso".
Acho tudo isto muito bonito e muito interessante, mas também acredito que já faltou mais para termos viveiros de sardinhas tais como os de truta e outros que tais.

Mas fora a componente "alimentação", há que pensar que afinal a imagem que os outros países têm de Portugal não é de coitadinhos, mas de um povo que desperdiça o potencial que tem para ser muito mais envolvido e desenvolvido.
Ainda há muitos vivem no espiríto da ditadura, em que "ninguém queria chatices", em que baixar a cabeça e dar licença aos outros, mesmo que isso implique ser abertamente prejudicado perdura como um estigma. Acho que vivemos todos (como povo), a nossa vida sempre como a sardinha em lata, apertados uns contra os outros, desagradados com essa proximidade, mas sem a capacidade de chegar para lá os incómodos.

Deveriamos todos ser obrigados a tirar de vez os espinhos das feridas mesmo que doesse e deixar sarar... seguir em frente!

12 janeiro 2010

...

Hoje só me apetece relaxar... ouvir música e enrolar-me na manta com a gata no colo.

11 janeiro 2010

Para lá do óbvio...

Para lá das nossas observações e consequentes manifestações de preconceitos, está algo semelhante à realidade. Não será a realidade verdadeira, porque cada um de nós tem a sua própria verdade, a sua forma de ver o mundo para lá do óbvio.
Existem os idealistas, os sonhadores, os pessimistas, os realistas, os cínicos, enfim todo um leque de escolhas... óbvias ou não, que permitem a percepção de um mundo mais ou menos real.

Mas afinal o que é real o que é sonho? Será que existe mesmo o mundo para lá das aparências? Será que podemos mesmo afirmar que "ISTO NÃO É O QUE PARECE?"

Nota: Sem qualquer réstia de alcoól no sangue, oiço isto na esperança de adormecer e sonhar com um mundo para lá do óbvio.

10 janeiro 2010

Hurricane

Não vejo muita televisão, no entanto algumas coisas despertam-me a atenção... e por estranho que possa parecer, até sou daquelas pessoas que gosta de ver anúncios.

O vídeo qua apresento a seguir é um desses casos, não pela marca em si (se bem que o produto não é nada mau), mas pela originalidade. O sentido de humor de dois dos intervenientes é fantástico.

Perante a adversidade a resposta é um sorriso, descontracção e ironia.

09 janeiro 2010

Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Poema de Miguel Torga

08 janeiro 2010

Sinistralidade Rodoviária de 2009

Ontem era para ter escrito isto, mas "perdi-me" a ver as notícias e acabei por escrever uma nota num post it de forma a não me esquecer.

Anteontem o ministro disse que após avaliação prévia dos dados recolhidos das acções de prevenção rodoviária nas estradas, os acidentes e mais concretamente os números de mortos e feridos graves tinham baixado consideravelmente. Nas palavras do Sr Ministro Rui Pereira,"(...) foi o melhor ano de sempre em termos de vítimas mortais e feridos graves e o segundo melhor no números de feridos ligeiros."

Quem ouvir isto, certamente pensa que é causa para celebrar... afinal foram 738 vítimas mortais (menos 38 que em 2008); em relação a feridos graves, 2567 é o número a recordar... por agora, porque este relatório é apenas PROVISÓRIO. Ou seja, não contam as pessoas que entraram no hospital como feridos ligeiros e passaram a graves, nem os graves que infelizmente não sobreviveram, mas continuando... o número de feridos ligeiros é que subiu para 42 284.

De alguma forma, tudo isto me parece muito triste, celebrar menos acidentes, fazer disto notícia animadora??? As familias das pessoas que morreram em 2009, nao me parece que celebrem, nem as que ainda devem estar a caminho de hospitais para verem os seus familiares. Por outro lado, entendo o ponto de vista dele e de outros que como ele pensam... mas para quem tem os acidentes, acreditem que as coisas mudam muito de figura.

No entanto não há desculpa nenhuma para a cambada de psicopatas do volante que andam nas estradas todos os dias... mas afinal em que é que estão a pensar??? Na menina da bilha do gás ou no tipo da pausa das 16:30??? Juízinho que já estarão certamente em boa idade disso e já agora... CIVISMO!

Por isso... vou fazer uma espécie de "reedição" de um post de 2007 directamente ligado à prevenção rodoviária.


O lado B da História

Devido aos muitos pedidos e claro à minha razão, venho por este meio publicar o outro lado da história…
Os posts acerca da segurança rodoviária, criaram alguma poeira… desse pó surgiu uma ideia e TINK…fez-se luz!
Os peões também não são na sua maioria pobres vitimas indefesas… claro que algumas serão, mas no geral é mais o factor “tá-se bem” que impera, quando na realidade devia ser o bom senso…minhas(eus) senhoras(es), acreditem quando vos digo… ser “passado a ferro” não é divertido, a fisioterapia é dolorosa que se farta, normalmente os fisioterapeutas com todas as suas boas intenções e trabalho, ao fim de algum tempo começam a ganhar contornos de carrascos a só falta o capuz e o algoz.
Quando vêem um carro pensem sempre…numa "luta" corpo a corpo, o carro ganha sempre… é maior e mais duro que qualquer um.
Há muitas coisas que se podem dizer acerca disto, mas fiquem cientes de duas: - BOM SENSO
- PÁRA, ESCUTA, OLHA! (Se vale para as linhas de comboio, também vale para as estradas).
Eu moro numa zona em que o tráfego automobilístico é relativamente grande, assim sendo acresce o facto de ter a responsabilidade de ter cuidado comigo mesma.
Mas quando ando de carro, vejo também as coisas da perspectiva de quem está atrás do volante… e sim vejo muito boa gente literalmente a “atirar-se” para a estrada, esperando certamente que os carros parem… newsflash people… nem sempre páram e tal como disse antes…vocês perdem sempre numa luta “corpo a corpo”.
A situação toma assim contornos mais dramáticos quando as idades variam entre os 7 anos e as pessoas de provecta idade que na realidade lhes devia dar algum juízo acrescido, o que aparentemente não é o caso… das duas uma ou querem morrer e não têm coragem de o fazer sozinhos, (ao que acresce que há métodos bem mais eficazes e rápidos de o fazer, em que ficar “atado” a uma cama não se põe) ou então pensam que ainda estão na aldeia, em que o maior tráfego rodoviário que tinham era o carro de bois ou a carroça do burro.
Deixem-me esclarecer que tanto os “carros de bois” como as “carroças de burro”, têm blindagem de aço e demasiada cavalagem para andarem à “estonteante” velocidade de 5km/h.
Continuo com a convicção que fazia bem a muita gente passar umas temporadas no Centro de Reabilitação Física de Alcoitão:
http://www.scml.pt/default.asp?site=cmra&sub=&-
Pode ser que aprendam qualquer coisa…tanto para automobilistas, (que assim têm a noção que nem sempre os “airbags” salvam) e para os peões para verem com os próprios olhos o quanto andam a arriscar…
Ahhh, uma palavrinha aos pais…ensinem os putos a atravessar a estrada, nem eles estão num filme de BD nem são invencíveis… sejam duros e inflexíveis para mais tarde não lamentarem.
Espero ter assim respondido às “hostes” de automobilistas aborrecidos com o post anterior acerca de segurança rodoviária…
E obrigada por estarem atentos(as) aos disparates que vou dizendo, as criticas construtivas são sempre bem vindas…aos outros:
ESTE ESTABELECIMENTO NÃO POSSUÍ LIVRO DE RECLAMAÇÕES!!!

06 janeiro 2010

Dia de Reis ou começo da época da tromba?

Nota: Já devia estar a dormir a esta hora! O meu dia vai começar de novo cedo e já sei que me vai "doer" levantar da cama com o "feskinhoooo" que deve estar de manhã... mas enfim!

Dia 6 de Janeiro, dia de Reis, oficialmente termina a época natalícia e começa o ano comum. Se bem que este ano tenha sido um pouco diferente do habitual, a verdade é que há sempre uma sensação generalizada de desmoralização.

As ruas deixam de estar iluminadas e bonitas (pelo menos algumas), as pessoas voltam a andar trombudas nos transportes, esquecem o "com licença", "obrigado" e "por favor". E quem acaba por ficar aborrecida sou eu... porque as pessoas deixam de ter o espiríto natalício, voltam a ser as mesmas bestas (salvo seja, que os animais não têm culpa nenhuma), mal educadas.
Portanto... proponho que se mantenham as luzinhas, as cores alegres nas ruas, até a invasão de Pais Natal ninja (fenómeno encontrado em muitas janelas portuguesas).

Ahhhh, outra coisa, segundo a tradição, deve-se comer 12 bagos de romã, (ao que dizem prenúncia fortuna) por isso eu já tenho a minha para amanhã, por via das dúvidas e mal não faz... mesmo que não me dê o Euromilhões, pelo menos tem anti-oxidantes que fazem bem à pele.


(Nota 2: imagens retiradas da net)

04 janeiro 2010

Um sorriso... ou vários, conforme o caso

Ouvi isto ontem... lembrei-me de outro autor português brilhante (pelo menos punha-me e ainda põe um sorriso nos lábios quando oiço qualquer coisa dele), Carlos Paião.

Este tesourinho (para mim, nada deprimente), fez-me rir e ouvir algumas 10x em casa de uma amiga à umas semanas. O pior é que já nem me lembrava que tinha sido eu a passar-lhe isto. Ai o factor PDI a atacar :-)

Ai rapariga, rapariga, rapariga

Que só dizes disparates, disparates, disparates

E tanta asneira, tanta asneira, tanta asneira

Que para tirar tanta asneira não chegam 100 alicates

Mas tu não sabes, tu não sabes, tu não sabes

Que isso de dar um beijinho já é um costume antigo

Quem te disse, quem te disse, quem te disse

Que lá por dares um beijinho tinhas de casar comigo.

- Ó chega cá.

- Não vou.

- Tu és tão linda.

- Pois sou.

- Dá-me um beijinho.

- Não dou.

Interesseira, convencida, ignorante, foragida, sua burra,

És a miúda mais palerma, camelóide que eu já vi

Mas porque raio é que tu queres os beijinhos só para ti.

Ora dá cá um e a seguir dá outro

Depois dá mais um que só dois é pouco

Ai eu gosto tanto e é tão docinho

E no entretanto dá mais um beijinho.

Ora dá cá um e a seguir dá outro

Depois dá mais um que só dois é pouco

Ai eu gosto tanto e é tão docinho

E no entretanto dá mais um beijinho.

Ai rapariga, rapariga, rapariga

Dás-me cabo do miolo para te levar com cantigas

Ai mas que coisa, mas que coisa, mas que coisa

Diz lá porque é que tu não és como as outras raparigas

Quando eu pergunto se elas me dão um beijinho

Dão- me tantos, tantos, tantos que parecem não ter fim

E tu agora estás com tanta esquisitice

Que qualquer dia já queres e não sabes mais de mim.

- Dás ou não dás?

- Não, não.

- Então dou eu.

- Isso não

-Dá-me um beijinho.

- Não dou não.

Diz lá porquê, sua esganada, egoísta, mal-criada

Sua parva, só se pensas que eu acaso tenho a barba mal cortada

E vê lá se tens receio que a boca fique arranhada.

Ora dá cá um e a seguir dá outro

Depois dá mais um que só dois é pouco

Ai eu gosto tanto e é tão docinho

E no entretanto dá mais um beijinho.

Ora dá cá um e a seguir dá outro

Depois dá mais um que só dois é pouco

Ai eu gosto tanto e é tão docinho

E no entretanto dá mais um beijinho.

- Então vá lá.

- Já disse.

- Eu faço força.

- Que parvoíce

- Dá-me um beijinho.

- Que chatice.

Analfarruta, pestilenta, hipocondriaca, avarenta, bexigosa

Vou comprar um dicionário que só tenha nomes feios

Que é para eu tos chamar todos até tu teres os ouvidos cheios.

Ora dá cá um e a seguir dá outro

Depois dá mais um que só dois é pouco

Ai eu gosto tanto e é tão docinho

E no entretanto dá mais um beijinho.

Ora dá cá um e a seguir dá outro

Depois dá mais um que só dois é pouco

Ai eu gosto tanto e é tão docinho

E no entretanto dá mais um beijinho.

03 janeiro 2010

Muda de vida

Começo as reflexões do ano com um dos meus autores favoritos... António Variações. Um tipo genial que sempre me fez pensar, (bem, nem sempre... na maioria das vezes, a minha Mãe dava uma "ajudinha") nas letras que compôs.
Esta foi uma das novas versões que ficaram geniais... em que se dá aquele fenómeno brutal que muitos procuram e poucos alcançam... refazer BEM o trabalho alheio.

Muda de vida se tu não viveres satisfeito

Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar

Muda de vida, não deves viver contrafeito

Muda de vida se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi

E a cantar, eu nunca te ouvi

Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Muda de vida se tu não viveres satisfeito

Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar

Muda de vida, não deves viver contrafeito

Muda de vida se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi

E a cantar, eu nunca te ouvi

Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser

Como um castigo que tu terás que viver

Olha que a vida não, não é nem deve ser

Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não viveres satisfeito

Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar

Muda de vida, não deves viver contrafeito

Muda de vida se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não viveres satisfeito

Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar

01 janeiro 2010

Um novo recomeço

Apesar de todos os pesares, de todas as dores, chatices, arrelias (pequenas, moderadas e grandes), lá se foi 2009 no meio de chuva, e chegou 2010, também molhado.

A entrar num novo ano, existe sempre a altura de fechar as contas do livro e fazer o balanço geral contabilístico de tudo. Entre perdas, ganhos, perdidos e achados... não me posso queixar totalmente.

Resumindo, entre as perdas, animais de estimação (2 gatos, Tretas I, Tretas II, 1 cadela); amiga/ colega (que afinal não era tão boa nem num aspecto nem no outro), desmoralização total no primeiro semestre do ano.

Entre os ganhos, uma grande amiga, escondida pelo meio dos corredores da faculdade que se revelou na altura certa, umas férias como há muitos anos não tinha, com sorrisos, alegria, descontracção, mais amigos que vieram por empréstimo (mas que se revelam com o tempo na sua doçura e carinho) e o melhor de tudo pra mim... uma família que me acolheu tão bem como se realmente fizesse parte dela.
Tive dos melhores Natais da última década, mesmo fazendo-me falta outras pessoas que estimo e amo profundamente, que também não me esquecem.
Portanto em resumo... um bom balanço atendendo ao plano geral das coisas... não estou finalmente rica com o Euromilhões, mas acaso estivesse, tinha certamente com quem comemorar.

No grande esquema das coisas, afastando os olhos do quadro e contas feitas, (noves fora nada)... estou feliz. Espero seguramente não desapontar ninguém, ganhar um pouco mais de "juizinho", coragem, "deixar descer os túbaros" e seguir em frente.

Polo Norte - Asa Livre



Como um pássaro que vai
Quando uma porta se abre
Não olhes para trás e vai depressa
Como a noite quando cai

Abraçando a cidade
Deixa simplesmente que aconteça
Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também

Abre as asas, eu fico bem
Como um barco que se afasta
De uma das margens do rio
Não há um só lado na vida

Quando um beijo já basta
Corpo quente em corpo frio
Deixa que aconteça a despedida
Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também

Abre as asas , eu fico bem
E que a despedida
Seja só o recomeço
Livre asa solta
Voa alto, eu não te esqueço

Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também
Abre as asas , eu fico bem