11 fevereiro 2012

Regresso ou regressão?

Nem sei bem por onde começar a escrever... são tantas as coisas das quais poderia falar desde a última vez que escrevi. Umas muito boas, outras muito más, outras assim... entre algumas (muitas) tristezas, alegrias (poucas), mas muito intensas e realmente boas, tenho em resumo como todos a minha bagagem.
Amiúde me apercebo que tenho uma vida afortunada, face a muito boa gente, no entanto venho de uma geração ou então nasci com um tipo genético comum - quero tudo! Como diz um sábio da nossa praça "(...) quero ser feliz agora, porra!". No fundo é mesmo isso... quero aquilo que desejo de há tantos anos a esta parte... SER FELIZ!
Tenho sido afortunada neste últimos dois anos, aparte outras coisas menos boas, tenho a minha filha, que diariamente me arranca sorrisos e por vezes gargalhadas com as tropelias, macacada e a ternura que tem no olhar.
É nela que penso quando me ponho a reflectir nas tais coisas menos boas de que falava no início, na situação política e económica de Portugal, país onde nasci, cresci e desejaria viver com a minha família porque acredito que poderíamos levantar este país se para isso houvesse vontade e verdadeira coragem politica e não só.
É ver todo o grande capital concentrado nas mãos de quem o esbanja e eu tal como muitos outros temos de contar literalmente os cêntimos se quisermos adquirir qualquer coisa para os filhos (nos saldos) porque há muito que me deixei de comprar seja o que for sem ser nos mesmos e sempre a pensar já no "ano que vem" ou herdar roupa de outros que entretanto me emprestam ou dão por saberem que não tenho grandes complexos com isso, até porque eu também (e apesar de não ter irmãos), usei muita roupa dada por outros bem mais afortunados na vida.
Daí frisar antes que até me apercebo que nem sou muito infeliz nesse capitulo, pelo menos vestida, limpa, alimentada e feliz a garota anda... o que bem vistas as coisas, resumindo as contas, até nem sou muito má nesse capítulo.
Estamos a viver tempos que não se apresentam muito promissores em quase nenhum aspecto da nossa vida, seja em termos de emprego/trabalho, direitos/garantias e retirada dos mesmos (hà muito adquiridos e com muito sacrifício), seja na cena social, criativa e do entretenimento (que nestes últimos anos adquiriu realmente os contornos de "Casa dos Degredos" (descendo em qualidade), e subindo abominavelmente uma quantidade de maus, péssimos e assustadores programas de celebridades e pretendentes a.
Já na cena politica a coisa então adquire contornos de Camorra em que umas quantas Familias, tomam conta do que foi a República Portuguesa e se apresenta agora como Governo Português.
Perco-me nestas considerações e cá vou andando sem escrever nada apenas a pensar...
(Relativamente à imagem, foi retirada da net, no entanto não tenho ref do site, sei que é da ilustração de um livro, pelo que peço desculpa ao/à autora pela utilização - terei o maior prazer em identificá-la se acaso alguém me fornecer a informação.)

Sem comentários: